Londres, 26 abr (EFE).- O dinamarquês "Noma" se tornou oficialmente hoje o melhor restaurante do mundo, desbancando o "El Bulli" de Ferran Adrià ,ao ganhar o prêmio "S.

Londres, 26 abr (EFE).- O dinamarquês "Noma" se tornou oficialmente hoje o melhor restaurante do mundo, desbancando o "El Bulli" de Ferran Adrià ,ao ganhar o prêmio "S.Pellegrino" da revista britânica "Restaurant", que elege anualmente os 50 estabelecimentos mais destacados do planeta. Localizado em Copenhague, o local promove uma cozinha nórdica com produtos autóctones e lidera este ano a lista dos melhores do mundo frente ao famoso restaurante espanhol, vencedor das últimas quatro edições do prêmio e de uma quinta em 2002, ano em que foi inaugurado. Um restaurante brasileiro figura na classificação da revista britânica: o "D.O.M". Em 18º lugar ele fecha os indicados latino-americanos junto com o mexicano "Biko" em 46º. Para o crítico gastronômico espanhol Rafael Ansón, presidente de um dos grupos de juízes que elaboram a lista "S.Pellegrino" dos 50 melhores restaurantes, a queda do "El Bulli" não afeta o status mundial da cozinha espanhola. Questionado se o segundo lugar do restaurante espanhol era uma decepção, declarou: "Na Dinamarca não há mais que um restaurante e se acabou, mas a Espanha é líder do mundo. Não temos que estar sempre jogando. Às vezes se ganha, às vezes não". Por sua vez, o chef catalão disse que está "supercontente" com seu segundo lugar. "Para mim é muito emocionante porque esta é a última edição do prêmio na qual participo, já que 'El Bulli+' não será nunca mais um restaurante. Hoje me despeço", afirmou. "Ficar em primeiro teria sido incrível, mas eu, sinceramente, pensava que não ia a ficar tão bem. Porque é normal, o povo quer mudanças...", disse. Adrià ressaltou a importância de nenhum francês estar entre os cinco primeiros - o primeiro restaurante francês aparece na 11º colocação (Le Chateaubriand) -, o que supõe a "consolidação extrema" da cozinha espanhola. Por sua vez, Juan Mari Arzak, que ficou em nono com o seu restaurante "Arzak" se disse "indignado" com a posição do restaurante do catalão, e opinou que a gastronomia espanhola se impôs não com a cozinha tradicional, mas com "a de autor moderna". "Eu sou basco. Ali se cozinham lulas, pescado em molho verde, bacalhau, mas não triunfamos por isso", ressaltou, para acrescentar que "na Espanha não se triunfou pelo gaspacho, mas pela cozinha moderna de evolução e de pesquisa". O "Noma" chegou ao topo do ranking da arte culinária ao ganhar uma votação mundial na qual participaram mais de 800 chefs, críticos e especialistas do setor agrupados por regiões. O prêmio especial a uma carreira brilhante, entregue durante a cerimônia no Guildhall de Londres, ficou com o austríaco Eckart Witzigmann, o primeiro chef alemão a receber 3 estrelas Michelin e eleito o "chef do século" em 2004 pelo guia Gault Millau. O prêmio "chef dos chef", outorgado pr votação dos próprios cozinheiros, ficou com o restaurante "The Fat Duck" do Reino Unido, do britânico Heston Blumenthal. EFE cda-jm/pb
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