O governo brasileiro não tem planos de auxiliar companhias que já tenham admitido problemas financeiros em seus balanços por causa da inversão da trajetória do dólar. A negativa foi feita pela ministra chefe da Casa Civil Dilma Rousseff, durante resposta a um questionamento da imprensa sobre se o governo pretendia ajudar empresas como Sadia, Aracruz e Votorantim.

"O governo não pretende socializar perda nenhuma e nem foi procurado por nenhuma empresa para isso", disse em coletiva à imprensa brasileira e internacional que ocorreu após o Terceiro Fórum de CEOs Brasil-EUA realizado pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex Brasil).

Dilma explicou que o que o governo tem a oferecer para o setor produtivo são linhas de financiamento, portanto um crédito cujo o juro deve ser pago pelo contratante. A ministra afirmou que não há dúvidas de que a crise atual tenha um componente exógeno muito grande. "Aqui o governo tem a perfeita clareza de que uma das suas funções é assegurar e prover o crédito necessário sem comprometer as boas práticas", analisou. Ela ressaltou que caso necessitem de crédito tratam-se de empresas que têm condições de pagar seus financiamentos. "Não podemos confundir créditos podres com a situação momentânea no Brasil de (baixa) liquidez", disse.

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