A ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, fez hoje uma explanação dos investimentos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), que vêm sendo mantidos pelo governo, para mostrar que esse é o grande diferencial do Brasil nesse momento de enfrentamento da crise financeira internacional. Segundo ela, em outras crises financeiras, os governos entraram em situação de extrema fragilidade, tendo que recorrer ao Fundo Monetário Internacional (FMI).

"O contágio daquelas crises se propagava rapidamente, a dívida externa era denominada em dólar, havia crise fiscal. Além disso, os acordos do Brasil com o FMI levavam à adoção de políticas que reduziam os investimentos. Com isso, o governo era parte do problema e não da solução", disse a ministra, durante a reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES), o "Conselhão", no Palácio do Planalto.

Agora, segundo a ministra, com as atuações do governo, do ministro da Fazenda, Guido Mantega, e do presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, "passamos a ser parte da solução". "É um processo que não desmonta todo o crescimento alcançado".

"Por isso, que somadas a todas as medidas macroeconômicas, a continuidade da execução do PAC representa grande diferencial na forma como enfrentamos a crise. O PAC mantém o patamar de investimentos e a questão do desafio do crescimento na ordem do dia", acrescentou a ministra.

Círculo virtuoso

A ministra da Casa Civil destacou que o PAC permitiu a retomada das condições de investimento no Brasil, com a retomada do crédito e da parceria público-privada. "O PAC criou um círculo virtuoso, que hoje é fundamental para as condições de posicionamento do Brasil na saída dessa crise", disse.

Dilma disse que o PAC permite que "nós continuemos certos de que o Brasil entrou num ciclo de crescimento". Para a ministra, o programa constrói o ambiente para o País crescer e aumenta a confiança da sociedade no Brasil. "O PAC assegura a condição para manutenção da continuidade do ciclo de crescimento do País", enfatizou a ministra, destacando que o programa não tem sofrido cortes.

Segundo Dilma, o PAC assegura o crédito de longo prazo e o "governo está atento a construir a ponte financeira necessária para atravessarmos esse momento" de crise internacional.

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