Ao inaugurar o primeiro terminal de regaseificação de GNL (gás natural liquefeito) do Brasil, a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, garantiu que o País não corre o menor risco de ter um apagão elétrico nos próximos anos. Para os incrédulos que pregavam que o Brasil não teria energia suficiente, hoje digo que eles podem ter certeza que suas profecias não se realizarão.

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O empreendimento da Petrobras, que será operado pela subsidiária Transpetro, no Porto de Pecém, no Ceará, vai acrescentar 7 milhões de m³/dia de gás ao mercado nacional. Isso significa 11% da oferta brasileira, que é de 60 milhões de m³/dia. O terminal, de US$ 250 milhões, vai trazer o combustível de outros países e, após a regaseificação, injetar na rede brasileira.

Mas o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, alertou que a prioridade do gás será abastecer as termoelétricas do País, que não estão funcionando por causa da falta do combustível, como Termofortaleza, Termoceará e Termoaçu. "A prioridade é não faltar energia na casa das pessoas."

Para Lula, é inadmissível um país, que tem álcool e gasolina em quantidades suficientes, abastecer seus veículos com um combustível nobre como o gás natural. "Temos de ver o gás natural, que não temos e temos de importar, como aquela garrafa de vinho raro, que abrimos apenas em momentos especiais." O início da operação do terminal só ocorrerá em 24 de setembro, porque ainda falta um equipamento para toda a planta funcionar.

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