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Dilma: investimento no pré-sal é fator anticrise no País

A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, disse nesta quinta-feira que os investimentos no pré-sal configuram um dos principais fatores anticrise no Brasil. Segundo ela, a nossa decisão de manter os investimentos do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) e do pré-sal é eminentemente anticíclica e, mais que isso, estamos possibilitando que o Brasil aproveite a oportunidade da crise para se sair melhor.

Redação com Agência Estado |


Em entrevista ao chegar ao evento que vai premiar a diretora de gás e energia da Petrobras, Maria das Graças Foster, como a Equilibrista do Ano no prêmio do Instituto Brasileiro de Executivos Financeiros (Ibef), a ministra destacou os investimentos do pré-sal, a descoberta anunciada nesta sexta-feira pela Petrobras no Parque das Baleias, no Espírito Santo, como uma chance de a estatal aprimorar seus investimentos nesta nova fronteira geológica.

"Em todos os seus novos desafios, a Petrobras demora mais no primeiro poço e depois acelera essas descobertas com um maior conhecimento da área. Isso não será diferente no pré-sal. Aquela região oferece essa oportunidade para redução de custos e desenvolvimento tecnológico, além de o óleo ser mais leve do que no resto da Bacia de Campos", afirmou.

A ministra não quis comentar o andamento das discussões da comissão interministerial que debate o novo marco regulatório do petróleo no País. "O principal sinal já está dado, que é o de que os investimentos no pré-sal vão continuar", disse Dilma.

Crise

Para Dilma, "o pior da crise econômica já passou". "Atravessamos uma turbulência, mas a crise entrou numa nova fase", comentou. Segundo seu raciocínio, do ponto de vista do Brasil, o governo agiu na hora certa com medidas eficazes para impedir maiores efeitos. "Tomamos medidas tempestivamente e hoje somos um país com um menor déficit do que os Estados Unidos e do que os europeus", comentou.

Para Dilma, a crise de crédito não deve afetar o setor de petróleo no Brasil, porque "temos os melhores projetos do mundo". "A maior quantidade de investimentos não é para furar os poços, mas sim para garantir que haja investimentos na indústria de equipamentos. Vemos que está tudo muito equilibrado e que (o investimento) poderá ser viabilizado via BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social)".

A ministra ainda comentou que, em sua opinião, dentro de dois ou três anos "é impossível que não se tenha dinheiro" para novos investimentos.

"Entramos em um novo ciclo, que superou o festival de especulação. Entramos na crise, saímos dela e agora vem este período em que as coisas se reorganizam", disse. "É absolutamente imprescindível que este país invista não somente na indústria do petróleo, mas num modelo que vise o crescimento industrial", disse a ministra.

 

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