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Dilma diz que PAC será ampliado com a inclusão de novas obras

BRASÍLIA - A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, anunciou hoje o orçamento do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) deverá ser ampliado, porque o volume de R$ 504 bilhões, previsto no lançamento do plano, já foi ultrapassado com a inclusão de novas obras, como o trem-bala que custará R$ 18 bilhões. O novo valor será anunciado até o fim do ano, disse Dilma, que aproveitou para reiterar que não haverá cortes de investimentos em 2009.

Valor Online |

Na reunião do "Conselhão", a ministra deu um viés político à sua intervenção. Segundo ela, em crises financeiras passadas, "o governo era parte do problema e não a solução", pois havia descontrole fiscal e dívida interna atrelada ao câmbio.

"O contágio das crises se propagava rapidamente", disse ela, e "o país, simplesmente, quebrava", continuou, em clara referência a períodos de turbulência financeira enfrentados pelo governo Fernando Henrique Cardoso, como a crise da Rússia em 1998 em que o Brasil recebeu socorro de US$ 45 bilhões ao Fundo Monetário Internacional (FMI).

A ministra citou os cortes de investimentos do governo passado, que geraram o apagão energético de 2001. Segundo ela, isso "derrubou, ainda mais, o crescimento" do país.

Na crise atual, segundo a ministra, o governo Lula "passou a ser parte da solução", diante das ações adotadas pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega. e pelo presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, para minorar o cenário de falta de liquidez.

Tais ações vão contribuir, e não desmontar, a continuidade do crescimento econômico sustentado, prosseguiu Dilma. Ela procurou focar a contribuição do PAC para a retomada dos investimentos, que criou "um círculo virtuoso" e assegura o crédito de longo prazo.

"O governo está atento para construir a ponte financeira necessária para atravessarmos esse momento" de turbulências, afirmou a ministra. Segundo ela, o PAC é um contraponto da política monetária do BC nas medidas anticrise, para evitar uma desaceleração da economia.

Já Meirelles, após fazer um balanço dos volumes injetados desde meados de setembro para socorrer a liquidez em reais (R$ 47 bilhões na liberação de compulsórios) e em dólares (US$ 40 bilhões) dos bancos, e listar as medidas adotadas até agora, disse que a autoridade monetária continua monitorando, "rigorosamente todos os dias", o comportamento do mercado.

"Estamos enfrentando a crise com rigor e preservando o nosso poder de fogo", afirmou o presidente do BC, ao explicar aos membros do Conselhão que muito pouco - US$ 5,1 bilhões - foi usado até agora das reservas internacionais do país, que estavam em US$ 204 bilhões há dois dias.

"Vivemos uma situação complexa, que temos que atacar com precisão", disse Meirelles. "Estamos preparados para continuar tomando medidas, se necessário", ele concluiu.

(Azelma Rodrigues | Valor Online)

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