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Dilma diz que Brasil não precisa ter crise gerada por medo

SÃO PAULO - Para combater a onda de medo que mina a confiança dos bancos, empresas e consumidores brasileiros, a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, afirma que é preciso mostrar expectativas favoráveis e apostar na garantia das condições de emprego por meio do investimento. Além de acreditar que o Brasil está melhor estruturado para lidar com os efeitos da desaceleração global, Dilma diz que é preciso evitar que o país viva uma crise que não precisa viver devido à falta de confiança.

Valor Online |

"O Brasil não precisa passar pela mesma situação que está passando nos Estados Unidos, até porque nossos bancos não quebraram, nós não temos nenhum (Bernard) Madoff, que explodiu um fundo de US$ 50 bilhões, nós não estamos com a indústria automobilística falindo e nós não temos os bancos propagando ativos podres. Temos de ter os pés no chão, muita tranqüilidade e usar de todos os instrumentos para impedir que essa crise tenha aqui impacto maior do que deve."
Mesmo reforçando que por aqui a situação pode não ser tão dura e nem tão longa, Dilma aproveitou para lembrar que o "mundo se alterou" e que no Brasil as condições de custo do dinheiro também deverão acompanhar a tendência de afrouxamento determinada pelos responsáveis pela política monetária dos demais países.

"Ao invés de ter processo de recessão ou estagnação com inflação, a tendência no mundo hoje é deflacionista" disse, mencionando o efeito sobre os preços de commodities, como petróleo e grãos, mas também sobre produtos industrializados.

Na avaliação de Dilma foi esse cenário que exigiu a medida "heterodoxa" do Federal Reserve (Fed), de baixar o juro básico do país a praticamente zero. "No Brasil vamos ter desaceleração e a mesma coisa vai ocorrer inexoravelmente no que se refere à política fiscal (anticíclica) e à política monetária (menos restritiva)."
Mesmo evitando fazer críticas diretas ao Banco Central, Dilma sinalizou que o corte do juro básico no país será fundamental no ano que vem. "O especialista da área é o Meirelles. Eu acho que a conjuntura mudou, que a pressão no mundo é deflacionista, e acho que o Brasil vai acompanhar isso."
Depois de comentar especificamente sobre o juro básico, a ministra afirmou que o governo também está preocupado com os spreads bancários. "Mesmo tendo grande disponibilidade recursos para o crédito, a taxa de juro a 50%, 40% é uma restrição à tomada de investimentos". Na visão de Dilma os bancos estão "temerosos".

Hoje o Banco Central divulgou a ata do Comitê de Política Monetária (Copom) afirmando que embora um corte de 0,25 ponto percentual da Selic tenha sido discutido por membros do colegiado, optou-se pela manutenção da taxa em 13,75% devido possíveis riscos inflacionários derivados da alta do dólar.

(Bianca Ribeiro | Valor Online)

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