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Dilma defende MP que permite que Caixa injete capital em construtoras

BRASÍLIA - Ao rebater críticas à medida do governo que autoriza a Caixa Econômica Federal a comprar participações de construtoras, a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, disse hoje que medida pode ser derrubada, mas a fonte de recursos secará. Se o setor de construção civil ou o Congresso acharem que deve, retirem a medida, disse a ministra, após confronto com o presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção Civil (Cbic), Paulo Safadi, no Encontro Nacional da Indústria (Enadi). Agora, o BNDES não tem funding; já financia todas as empresas e só por isso a Caixa ficou com essa missão, continuou a ministra. Segundo ela, o objetivo da Medida Provisória, que permite ao Banco do Brasil adquirir bancos sem licitação, e à Caixa criar uma subsidiária dentro do futuro banco de investimento para comprar fatias de pequenas e médias incorporadoras, não tem objetivo estatizante. As possíveis participações da Caixa serão absolutamente em caráter minoritário, porque o controle não tem sentido para nós, afirmou Dilma. Não tem nenhum viés estatizante na medida, até porque seria absolutamente maluco, prosseguiu a ministra, lembrando que é apenas uma opção, sem caráter obrigatório.

Valor Online |

Ela disse ainda que "o governo não vai forçar ninguém a ter aportes de capital da Caixa, se não quiser", lembrando que o BNDES já se torna sócio minoritário de empresas que socorre, como nos setores siderúrgicos e de celulose.

Pela manhã, o senador da oposição Tasso Jereissati (PSDB-CE) também criticou a medida. O presidente da Cbic disse estar trabalhando, "diuturnamente" no Congresso para derrubar a decisão.

Safadi argumentou que a Caixa detém o monopólio dos recursos de financiamento imobiliário no país, e a possibilidade do banco estatal tornar-se sócia do setor "é uma porta aberta de forma perigosa", por apontar para uma estatização do setor.

"Fomos surpreendidos com essa medida de interferência do governo, quando há soluções de mercado para eventuais problemas de liquidez", afirmou. Ele disse que "algumas poucas" construtoras passam por problemas de crédito para continuidade de projetos, "mas não é verdade que todo o setor está em dificuldades", explicou. Safadi admitiu, porém, que a crise financeira acabou com a expectativa do setor repetir em 2009, o crescimento de 9% que se verificar entre 2007 e 2008.

(Azelma Rodrigues | Valor Online)

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