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Dilma adianta detalhes do pacote habitacional

BRASÍLIA - Tendo como alvo a população com renda de dois a dez salários mínimos, o governo vai buscar acelerar a construção de um milhão de casas populares para entrega até 2010, no pacote habitacional que anunciará em breve. A ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, cotada para ser candidata do PT à Presidência da República, informou nesta quarta-feira que a ideia é diminuir o prazo das construções da média de 33 para 11 meses, e que também será buscado uma redução nos custos financeiros, como o seguro de vida.

Redação com Valor Online |

 

A ministra adiantou alguns detalhes do pacote de habitação popular em gestão pela equipe econômica em palestra no segundo dia do encontro nacional de novos prefeitos. Disse que o governo vai subsidiar o financiamento, "de modo que o mutuário não precise acumular financiamento e aluguel", afirmou ela.

O subsídio será proporcional à renda, ou seja, maior quando a renda for menor. Para a oposição, como o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, o encontro com os prefeitos e o "pacote de bondades" são propaganda eleitoral antecipada.

Em discurso de quase uma hora a uma plateia mais esvaziada de prefeitos do que na abertura do evento, ontem, quando mais de 3,5 pessoas se acotovelavam no local, Dilma listou os benefícios do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), reiterando sua função anticrise por garantir a continuidade de investimentos e ter foco nos desequilíbrios regionais.

Segundo ela, ainda neste mês o governo federal deve liberar cerca de R$ 10,5 bilhões do PAC para ações de saneamento, esgoto e habitação (fora do futuro pacote). Ela listou de novo as ações do PAC desde seu início em janeiro de 2007, e enfatizou aos prefeitos que o governo federal precisa da ajuda dos municipios para garantir a continuidade das obras de infraestrutura.

Ela sugeriu que em cada município onde há um obra do PAC seja criado uma equipe de monitoramento do andamento das obras, e que os prefeitos acelerem a liberação de medidas burocráticas (licenças, por exemplo) e que os turnos de trabalho sejam ampliados para três turnos (manhã, tarde e noite).

"Eu peço que cada prefeito dê tratamento prioritário às obras do PAC", afirmou a ministra.

"Estamos tomando todas as medidas, fazendo todo o esforço para impedir que essa crise de fora nos atinja da forma que está atingindo os países centrais", disse a ministra. "Mas para garantir o crescimento, nós precisamos de vocês; os prefeitos são os grandes parceiros desse Brasil", disse a ministra, concluindo: "Contem conosco que nós contamos com vocês."

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