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Dilma acena com socorro a usineiros em dificuldades

A ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, sinalizou ontem que o governo poderá socorrer o setor de açúcar e álcool, altamente endividado e sem crédito para conseguir refinanciamento, após um boom de expansão iniciado em 2003. A junção das crises de liquidez mundial e de preços não remuneradores obrigou muitas companhias do setor a adiar projetos, o que ameaça o investimento de US$ 33 bilhões estimado para novas usinas até 2012.

Agência Estado |

"Se ele (setor sucroalcooleiro) procurar (o governo) e mostrar onde está o problema de crédito, seguramente (poderá receber ajuda)", disse Dilma após palestra para empresários em São José do Rio Preto (interior de SP). Ela avisou, no entanto, que o governo será criterioso na ajuda aos usineiros. Disse que eles precisam, antes, tentar resolver seus problemas com os bancos privados - para que liberem o dinheiro da redução dos depósitos compulsórios no Banco Central (BC).

"Nós achamos importantíssima a presença dos bancos privados neste momento. Achamos que os bancos privados, com a liberação do compulsório, têm de emprestar. Não há porque o Brasil assumir um risco de crédito que não é dele e não pode haver esse contágio por efeito de demonstração", disse Dilma. Além do risco para os novos projetos, a crise financeira mundial fez com que muitas companhias chegassem a situações críticas, com falta de capital de giro para os compromissos diários, atraso no pagamento de fornecedores de cana e, ainda, a impossibilidade renegociação das dívidas de curto prazo.

A indústria de base do segmento de açúcar, álcool e energia fala em 30% de inadimplência ou adiamento de entregas de encomendas contratadas, o que motivou um encontro, ontem, em Sertãozinho (SP), principal pólo das "fábricas de usinas" do País. Desse encontro deve sair uma carta elaborada por representantes de toda a cadeia produtiva do setor de açúcar, álcool e energia, a ser entregue ao governo na próxima semana, em Brasília.

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