Recentemente, a consultoria Mercer divulgou um estudo que colocava São Paulo como a cidade mais cara das Américas, superando inclusive Nova York. Mas há diversas cidades dentro da mesma São Paulo. Dependendo do bairro em que se vive, comparando-se preços de estabelecimentos com qualidade semelhante, a vida pode ser muito mais cara. Ou mais barata.
A combinação pão com manteiga na chapa e suco de laranja sai por R$ 3 na Vila Zatt, enquanto um pedido semelhante no Itaim custa R$ 6,95. Parece pouco, mas essas pequenas despesas do dia-a-dia podem consumir boa parte do orçamento no fim do mês. Em 30 dias, o frequentador da padaria da Vila Zatt gastaria R$ 90 com o café da manhã, enquanto quem faz o desjejum no Itaim pagaria R$ 208,50.
Levantamento feito pelo iG em 11 bairros da capital paulista em maio mostra que a diferença de preços chega a 400%, dependendo da região da cidade, e que o lugar mais caro para se viver é o Itaim Bibi, conforme mostra o infográfico abaixo:
Serviços, como estacionamento e salão de beleza, apresentam variação de preços maior que a de produtos. A oferta escassa e a grande procura ajudam a explicar esse movimento. “É muito carro para pouca vaga”, diz o funcionário de um estacionamento no Itaim Bibi. Parar o carro por um período de 12 horas sai por R$ 25 em um estacionamento da região, enquanto em Itaquera o motorista pagaria cinco vezes menos: R$ 4,99.
A renda dos moradores e a percepção de valores como qualidade e bom atendimento também pesam na conta que chega aos consumidores. “Os preços se baseiam no quanto a pessoa está disposta a pagar pelo produto ou serviço”, diz Silvia Sfeir, professora de marketing do Instituto de Ensino e Pesquisa (Insper). “Em áreas nobres, cobrar mais barato pode até levar as pessoas a pensar que a qualidade é inferior”.
Exemplo disso são os preços nos salões de beleza – o corte de cabelo feminino pode variar até 220%, segundo o levantamento. Lavar, cortar e secar o cabelo sai por R$ 80 no Itaim Bibi e no Anália Franco, enquanto na Vila Zatt, um dos bairros mais baratos para se viver da cidade, a cliente desembolsa R$ 25 por um visual novo.
Quando a comparação é feita com produtos iguais, o levantamento mostra que a variação de preços entre os bairros é um pouco menor. Afinal, por mais nobre que seja a região, o pão quentinho de todo dia é feito da mesma farinha, água, sal, óleo e fermento biológico. Ainda assim, tomar um café da manhã na Vila Zatt pode custar menos da metade que em uma padaria do Itaim Bibi.
“Em geral, os preços tendem a ser mais baratos na periferia”, diz Antonio Evaldo Comune, coordenador do IPC-Fipe, que mede a inflação em São Paulo. Isso ocorre também porque os custos – que incluem impostos, salário dos funcionários e gastos com imóvel – costumam ser menores nessas regiões. No Itaim Bibi, o metro quadrado de uma casa a venda custa em média R$ 6.290. Na Vila Zatt, o valor médio é de R$ 1.000, segundo o Índice Fipe Zap de Preços de Imóveis.
De fato, a reportagem choveu sobre o molhado. Qualquer um sabe que os preços praticados na periferia são menores do que os de bairro nobre. E convenhamos... esse gráfico comparativo mais complica do que ajuda.
Responder comentário | Denunciar comentáriose todos deixassem de tomar café nesses lugares, como uma forma de represália, eles abaixavam os preços! cobrar 9 contos por um x-miséria (pão com manteiga ) é um assalto sem arma e o dono do estabelecimento deveria ir para a cadeia! \n
Responder comentário | Denunciar comentárioÉ o estado de São Paulo interiro esta imposivel de viver aqui,estou voltando pra Minas Gerais\nnem pedágio tem por lá,em São Paulo é assim,o que v/c ganha e o estado toma tudo de v/c. fui...\n
Responder comentário | Denunciar comentárioProcuro sempre comprar na medida do possivel em local mais barato.por varios motivos principalmente, economia e prestigiar o comerciante menos ganancioso, ( posto, mercado, farmacia..) quanto aos politicos... se forem honestos não seriam politicos..!!
Responder comentário | Denunciar comentárioPra Itaquera ficar melhor só falta o estido do Timão e os preços do ingressos serem compativeis com essa pesquisa, ai o pobre vai poder ver os jogos no estadio.
Responder comentário | Denunciar comentárioOs empresários do ramo que envolve a área de turismo, tem que rever isto. Está muito caro viajar pelo país. È por isso que nunca tanto brasileiro tem viajado para a exterior. com 5.000,00minha filha passou 12 dias na Itália, visitou Roma, Veneza e Florença. E agora vamos nós. Está muito caro andar pelo Brasil.
Responder comentário | Denunciar comentárioexcelente
Responder comentário | Denunciar comentárioStatus é ter dinheiro no bolso, e só tem quem gasta menos e economiza, os ricos sabem os preços dos produtos e só aceitam pagar aquilo que vale, quer o preço seja alto ou baixo.\nReclamar de preço não deve ser vergonha porque é sinal que se conhece os direitos do consumidor .\nTem pobre que não reclama porque acha que vai fortalecer a imagem de pobre ainda mais, e isto faz com que continue sempre pobre porque gasta mais do que pode.
Responder comentário | Denunciar comentárioEssa reportagem peca pelo foco. Não se trata de preço, cada qual põe o preço que quer, cabe ao consumidor decidir. A reportagem deveria ser encima do orgão do Governo de Estado. Sabe qual?. O Procon. Nada mais tem tabela, nem o básico, que é o café, salgado e refrigerante. Posto de gasolina, alguns não tem. Onde estão as multas , as fiscalizações, etc.\nMinha opinião. O procon fiscalização é um orgão inépsio, acabado e extinto. O povão está a deriva e não sabe.
Responder comentário | Denunciar comentárioEu vou no Itaim , deixo o carro a 1km de onde quero curtir, e se pagar, pago 2 merréris pra um pinguço que aparecer, de quebra, tô fazendo um exercício. Pago seguro pra isso. Antes de chegar no Itaim, tem uma padaria no meio do caminho que vende mortadela pela metade do preço. É questão de adaptação e perspicácia.
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