A taxa de inflação em São Paulo para a população de maior poder aquisitivo foi ligeiramente mais alta que a verificada entre a população de menor renda

A taxa de inflação em São Paulo para a população de maior poder aquisitivo foi ligeiramente mais alta que a verificada entre a população de menor renda. De acordo com levantamento realizado pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) por meio do Índice do Custo de Vida (ICV), a variação média do indicador foi de 0,02% em junho. Entre os mais ricos, a inflação foi de 0,05% e, entre os mais pobres, de 0,01%.

Além do ICV geral, o Dieese calcula mensalmente três indicadores de inflação, segundo os estratos de renda das famílias da capital paulista. O primeiro grupo corresponde à estrutura de gastos de um terço das famílias mais pobres, com renda média de R$ 377,49 por mês. O segundo contempla os gastos das famílias com nível intermediário, com renda de R$ 934,17 por mês. Já o terceiro reúne as famílias de maior poder aquisitivo, com renda média de R$ 2.792,90.

Além da taxa próxima da estabilidade observada em junho em todos os níveis, o Dieese destacou que a desaceleração da alta da inflação foi bastante parecida entre os estratos. No primeiro grupo, o ICV de junho foi 0,13 ponto porcentual inferior à variação de 0,14% de maio. No terceiro, de maior renda, a taxa de inflação também foi 0,13 ponto mais baixa que a do mês anterior, de 0,18%. No grupo intermediário, o ICV passou de inflação de 0,09% para deflação de 0,02%, o que gerou uma desaceleração de 0,11 ponto porcentual entre maio e junho.

Alimentos

A queda de 0,85% do grupo Alimentação no ICV geral em junho beneficiou mais as famílias do primeiro e do segundo estratos, com alívios de 0,36 ponto porcentual e de 0,31 ponto nas respectivas taxa de inflação. Segundo o Dieese, isso reflete a importância dos alimentos na composição dos gastos da população de menor renda. Para as famílias de maior poder aquisitivo, a contribuição negativa na taxa foi bem menor, de 0,18 ponto porcentual.

Além da Alimentação, o grupo Transportes, cuja queda média foi de 0,45% no ICV de junho, teve importante papel no alívio do custo de vida. O recuo de junho teve origem, principalmente, no subgrupo Transporte Individual, com destaque para a baixa de 5,38% do preço do álcool combustível. O comportamento resultou em contribuições negativas para todas as famílias.

Entre as altas de preços, o grupo Habitação, com variação média 0,98%, foi o destaque no ICV geral de junho. O subgrupo Conservação do Domicílio, com elevação de 3,28%, foi o grande responsável pelo aumento, em virtude do reajuste de 4,70% da mão de obra da construção civil.

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