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Dieese: indústria surpreende e eleva emprego em março

Em um mês em que o desemprego aumentou nas regiões metropolitanas do País, o setor industrial foi o único a manter saldo positivo na criação de postos de trabalho, de acordo com dados divulgados hoje pela Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados (Seade) e pelo Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese). Para Alexandre Loloian, coordenador da Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED) pelo Seade, a elevação do emprego industrial foi um ponto fora da curva no mês passado, época em que as taxas de desemprego sobem por questões sazonais.

AE |

Em um mês em que o desemprego aumentou nas regiões metropolitanas do País, o setor industrial foi o único a manter saldo positivo na criação de postos de trabalho, de acordo com dados divulgados hoje pela Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados (Seade) e pelo Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese). Para Alexandre Loloian, coordenador da Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED) pelo Seade, a elevação do emprego industrial foi um ponto fora da curva no mês passado, época em que as taxas de desemprego sobem por questões sazonais. "Este é geralmente o período em que as empresas ainda estão planejando o ano e não estão admitindo", disse.

Na Região Metropolitana de São Paulo, o número de empregados na indústria passou de 1,708 milhão de pessoas em fevereiro para 1,72 milhão em março, uma elevação de 0,7%. No Comércio, houve queda de 2,8% no número de empregados no período, para 1,462 milhão de pessoas. O setor de Serviços, maior empregador da Região, registrou queda de 0,9%, para 4,966 milhões de pessoas. O setor Outros, que agrega construção civil e emprego doméstico, apresentou queda de 0,9% no número de trabalhadores em março, para 1,049 milhão.

O resultado se repetiu no conjunto de seis regiões metropolitanas pesquisadas pelo Seade/Dieese, que agrega Belo Horizonte, Porto Alegre, Recife, Salvador, São Paulo e Distrito Federal. O setor industrial criou um saldo de 31 mil empregos (+1,2%) em março, ante fevereiro, passando a 2,664 milhões de empregados. Comércio (-1,9%), Serviços (-1,2%) e Outros (-1,3%) seguiram na direção contrária. A Construção Civil, que no conjunto das seis regiões é desagregada do setor Outros, apresentou aumento de 1,2% no número de empregados. Na comparação anual, contudo, todos os setores apresentaram saldo positivo de contratações.

"Os dados mostram que há uma retomada na contração da indústria", comentou Patrícia Lino Costa, técnica do Dieese. Ela chama atenção para o fato de o emprego ter crescido 3,2% no segmento de metalomecânica de fevereiro para março. "É um indicativo do aumento dos investimentos na indústria. A decisão de investimentos para determinados setores, que esperam aumento de demanda, já está dada", afirmou. Outro destaque foi o setor de alimentos e bebidas, onde o emprego cresceu 6,2% na comparação mensal.

Desemprego sazonal

Um motivo para a taxa de desemprego ter crescido nas regiões metropolitanas brasileiras em março, além da questão sazonal, foi o aumento do número de pessoas que estão procurando emprego. Segundo os dados do Seade/Dieese, a população economicamente ativa (PEA) cresceu 0,1% de fevereiro para março nas seis regiões, o que representou um acréscimo de 46 mil pessoas à procura de trabalho. "Há mais gente procurando emprego, provavelmente levadas pela melhora da economia", disse Loloian, do Seade.

A taxa de desemprego nas seis regiões cresceu para 13,7% em

março ante 13,0% em fevereiro e, na Região Metropolitana de São Paulo subiu a 13,1%, de 12,2%. Essas taxas, no entanto, estão entre as menores da série histórica. A das seis regiões é a menor para os meses de março desde 1998 e a da Região Metropolitana de São Paulo, a menor desde 1992.

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