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Dieese: alimentos in natura e semi-elaborados têm maior queda

São Paulo, 08 - A deflação de 0,29% do grupo Alimentação em agosto teve como maior contribuição a queda de 0,73% do subgrupo referente aos produtos in natura e semi-elaborados. A afirmação foi feita hoje pela coordenadora do Índice do Custo de Vida (ICV), Cornélia Nogueira Porto, do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).

Agência Estado |

O indicador como um todo fechou em 0,32% no mês passado, com uma desaceleração de 0,55 ponto porcentual ante a taxa de 0,87% no fechamento de julho.

O subgrupo indústria alimentícia fechou o mês com uma queda de 0,20%, e a alimentação fora do domicílio registrou uma alta de 0,56%. As maiores e menores taxas do subgrupo dos produtos in natura e semi-elaborados foram verificadas nos preços dos legumes (16,06%), puxada pela deflação de 24,27% no preço do tomate, e os grãos, com queda de 4,47%, tiveram como principais contribuições as quedas de 3,62% no preço do arroz, e de 6,73% no preço do feijão.

No caso das hortaliças, com deflação de 2,95% em agosto, o Dieese apurou baixa generalizada entre todos os seus componentes. As carnes, como um todo, sofreram uma queda de 0,28% nos seus preços, com a carne bovina caindo 0,49%, e a suína tendo subido 3,49%. Na ponta de alta, apareceram raízes e tubérculos, com variação de 1,54%, sendo que o preço da batata caiu 4,44% e o da cebola subiu 9,03%. No caso das frutas, com alta de 2,07%, forma verificados aumentos no preço do limão (32,00%) e mamão (10,85%), enquanto os preços em queda nesse subgrupo forma o do melão (17,49%) e do morango (11,16%).

O subgrupo Aves e Ovos fechou o mês de agosto com alta de 4,37%, com aumento nas aves de 5,69% e queda nos preços dos ovos de 0,87%.

Indústria Alimentícia

Dentro do subgrupo indústria alimentícia, os técnicos do Dieese apuraram pouca variação em seus valores. Mesmo assim, destacam as quedas no preço dos óleos (4,43%), trigo (4,36%), leites longa vida (4,14), e leite em pó (1,45%). Na ponta contrária, a alimentação fora de casa, com alta de 0,56%, o único subgrupo da alimentação com aumento em seus preços, foi influenciada por altas no valor das refeições principais (0,68%), e dos lanches (0,39%).

Variação Pequena

A coordenadora do ICV do Dieese minimizou hoje a queda dos preços dos alimentos, que em agosto fecharam com deflação de 0,29% para um índice pleno de 0,32%. De acordo com a economista, apesar de a queda dos alimentos ser destacada pelos analistas do mercado e ter ganhado espaço na imprensa, para ela trata-se de uma variação muito pequena na comparação com o que eles subiram.

Cornélia chama a atenção para os acumulados das variações dos preços dos alimentos nos períodos de três meses. No segundo trimestre deste ano, por exemplo, os preços dos alimentos tiveram alta de 5,90% ante um ICV de 2,030%. Agora, no terceiro trimestre, apesar de para este período só se ter por ora os meses de julho e agosto, os preços dos alimentos subiram 1,20%, a mesma variação apurada para o ICV. No primeiro trimestre, os alimentos haviam subido 1,70% ante uma alta de 1,30%.

A alta dos alimentos se faz presente desde o começo do ano passado pela leitura trimestral. Nos primeiros três meses de 2007 o grupo Alimentação sofreu um aumento de 2,60% ante um ICV de 1,40%. No segundo trimestre a variação do grupo foi de 1,60% ante um índice pleno de 1,20%; no terceiro subiu 3% para um ICV de 0,40% e no último trimestre do ano passado, as variações foram de 5,80% para os alimentos e de 1,70% para o ICV.

Na avaliação, Cornélia acrescenta ainda algumas variações no acumulado de 12 meses para reforçar a tese de que as quedas que estão sendo vistas atualmente nos preços dos alimentos são pouco expressivas perto das altas acumuladas. O preço do arroz, que em agosto caiu 3,62%, no acumulado de 12 meses, ainda tem uma gordura de 40%.

No caso do feijão, com deflação mensal de 6,53%, em 12 meses ainda acumula uma alta superior a 90%. "Ocorre que estes preços não devem cair na mesma proporção porque muito dos aumentos foram promovidos para que houvesse recomposição de margens dos produtores", avalia a coordenadora do Dieese.

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