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Diante da crise, o melhor é ter calma

Diante da crise, o melhor é ter calma Por Lucas Pretti, Juliana Rocha e Jocely Aurichio São Paulo, 14 (AE) - O dólar ultrapassou a barreira de R$ 2,30 na semana passada, algo impensável há poucas semanas, e - usando um verbo tão em voga - derreteu o otimismo que inundava as lojas de eletrônicos e informática e contagiava vendedores e compradores. Até 15 dias atrás, ninguém duvidava que o momento era excelente para adquirir um novo notebook ou desktop, monitor de cristal líquido ou uma TV de plasma e LCD.

Agência Estado |

Bastava ter o dinheiro na mão ou a disposição de comprar a crédito e escolher o modelo em meio à concorrência acirrada. Hoje, a experiência de visitar as principais lojas do ramo é como a de pisar em um terreno movediço.

Alguns preços subiram, outros estão iguais, mas novas quedas estão indefinidamente adiadas. Vendedores tentam empurrar seu estoque, e o consumidor tem cada vez menos certeza do que fazer. O Link foi às lojas para sentir o clima, e a conclusão é que a "farra dos eletrônicos" não terminou necessariamente, mas está suspensa.

Segundo estimativa da consultoria IT Data, os fabricantes de eletrônicos já sentiram um aumento de cerca de 15% nos custos de produção, o que, aliado ao crédito mais caro, poderá se refletir em aumentos de até 40% dos produtos nas lojas.

Alguns itens já custam mais. Monitores e TVs da LG e Samsung subiram R$ 70, em média. Notebooks da Semp Toshiba estão R$ 200 mais caros. A Positivo repassou 15% de aumento para toda a linha de informática. "Esperávamos uma promoção da Apple para o Natal, que já foi cancelada", diz um varejista. Grandes lojas trabalham com estoques, e para saber se os preços serão mantidos. A Fnac foi a única a assumir o compromisso de manter os preços até o Natal. As demais não se pronunciaram.

Nos corredores, vendedores tentam forçar a compra com o argumento alarmista de que quem não comprar agora poderá pagar mais caro na semana que vem. Será? Segundo especialistas ouvidos pelo Link, não é hora de entrar em pânico. Quem precisa comprar agora não precisa adiar os planos, mas deve pesquisar. Já quem não precisa, não deve se afobar.

Um bom termômetro para saber o que vem por aí são as lojas da rua Santa Ifigênia, onde os preços já dispararam. Caminhar pelo maior centro de comércio popular de eletrônicos do Brasil era desolador: ruas vazias, comerciantes emburrados, clientes de mão fechada.

O estudante Pedro Henrique Macedo, de 20 anos, desistiu do PC com processador de quatro núcleos e placa de vídeo potente que compraria na quinta-feira. "Em uma semana, o preço da máquina quase dobrou." Já a estudante Marina Adorno, 21 anos, comprou um novo notebook semanas antes de estourar a turbulência global. Seu Dell Inspiron 1525 saiu a R$ 2,1 mil, ainda imune ao "boom" do dólar.

Se você não é tão sortudo quanto ela, o mantra da hora é: mantenha a calma; não desista de seus planos, mas também não se precipite; pesquise, pesquise, pesquise.

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