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Diante da crise de confiança os investidores se refugiam no ouro

Diante da grande crise de confiança nos mercados, aprofundada pela rejeição do Congresso americano ao plano de resgate financeiro do governo dos Estados Unidos, os investidores buscam a segurança no ouro, que registra alta.

AFP |

Desde o início da crise financeira, que se aprofunda a cada dia, o ouro tem cumprido seu papel de "valor refúgio" em período de incerteza e, segundo os prognósticos dos especialistas, manterá a tendência diante das turbulências nas bolsas e mercados de divisas.

"A demanda de ouro como valor refúgio aumentou no mercado, estimulada pela volatilidade financeira", afirma James Cooper, analista do Bullion Desk.

A reação do preço do metal dourado à rejeição do Congresso ao plano do Tesouro americano para pagar as dívidas dos bancos, por exposição à crise dos créditos hipotecários de risco ("subprime"), foi mais uma mostra da atração do ouro como segurança.

Após a rejeição ao pacote econômico, Wall Street desabou, com a maior queda em pontos de sua história, mas o ouro disparou no New York Mercantile Exchange (NYMEX).

A cotação do ouro para entrega em novembro fechou em alta na Bolsa Mercantil de Nova York, ganhando 23,4 dólares (2,6%) a US$ 914,7, depois da vitória do 'Não' no Congresso americano.

Além disso, os contratos para entrega em dezembro, de 100 onças (uma onça = 28,691 gramas) por contrato, registraram forte alta, de 22,9 dólares, a US$ 917,3. Os contratos com vencimento para fevereiro de 2009 ganharam 23 dólares, a US$ 922,3.

Segundo a London Bullion Market Association, os preços do ouro permanecerão em alta, estimulados pela crise financeira e os temores de recessão.

Alguns analistas prevêem uma cotação de 958,6 dólares a onça em novembro de 2009.

Os preços do ouro, que na manhã desta terça-feira estavam a 885,70 dólares a onça, confirmaram nas últimas semanas que reagiram sobretudo à incerteza e à crise de confiança.

Por exemplo, em 17 de setembro, um dia depois do Federal Reserve ter resgatado a segurador American International Group (AIG), depois de ter permitido a concordata do banco Lehman Brothers, os preços do metal dourado subiram 70 dólares, a US$ 870,90 dólares, a maior alta em uma sessão desde 1980.

No entanto, o ouro continua sendo menos caro que em 17 de março, quando estabeleceu um recorde 1.033,90 dólares, empurrado pela crise na África do Sul.

ame/fp

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