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DI futuro mostra queda do juro a partir de 2010

O mercado futuro de juros reagiu hoje à decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) elevando a projeção das taxas nos contratos de depósitos interfinanceiros (DIs) com vencimento até meados de 2009 e derrubando as taxas nos vencimentos a partir de janeiro de 2010, no pregão da Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F). O Copom decidiu ontem à noite elevar a taxa Selic (juro básico da economia brasileira) para 13% ao ano, o que significou um aumento de 0,75 ponto porcentual.

Agência Estado |

A maior parte dos investidores apostava numa alta de 0,50 ponto porcentual da taxa Selic, o que exigiu hoje um ajuste de posições no mercado futuro de DIs.

Com a decisão mais agressiva do BC no combate à inflação, prevaleceu a idéia, entre os analistas financeiros, de que a ação firme da autoridade monetária permitirá um alívio na taxa básica de juros no longo prazo, pressionando as projeções dos contratos "curtos" na BM&F e aliviando os vencimentos "longos" (a partir de 2010).

A decisão do Copom elevou o volume de negócios com juros futuros para mais de 2 milhões de contratos hoje. O DI com vencimento em outubro de 2008, por exemplo, com 727.020 contratos negociados, liderou o giro de negócios, e fechou com taxa de 13,06% ao ano, ante 12,92% da projeção de ontem. O DI com vencimento em janeiro de 2009 (688.805 contratos) subiu de 13,52% para 13,70% ao ano.

Já o vencimento de DI em janeiro de 2010, com 455.820 contratos negociados, terminou o pregão na BM&F hoje com projeção de taxa de juros de 14,86% ao ano, ante 14,91% ao ano ontem. A projeção de juro do DI negociado para janeiro de 2012 (168.470 contratos) passou de 14,52% para 14,25% ao ano.

Analistas de mercado afirmaram que a combinação da alta de 0,75 ponto porcentual da taxa básica, em decisão unânime do Copom, com o comunicado emitido após a reunião, no qual o BC diz que a medida foi tomada "com vistas a promover tempestivamente a convergência da inflação para a trajetória de metas", reforçou o grau de austeridade e credibilidade do Banco Central.

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