O Deutsche Bank fechou acordo com a BM&FBovespa para oferecer ao investidor brasileiro a possibilidade de comprar no País ações de empresas de primeira linha dos Estados Unidos. Se o cronograma previsto pelos executivos envolvidos no negócio se confirmar, a aplicação já estará disponível no início do segundo semestre.

O Deutsche Bank fechou acordo com a BM&FBovespa para oferecer ao investidor brasileiro a possibilidade de comprar no País ações de empresas de primeira linha dos Estados Unidos. Se o cronograma previsto pelos executivos envolvidos no negócio se confirmar, a aplicação já estará disponível no início do segundo semestre. No entanto, as pessoas físicas não poderão comprar os papéis diretamente no pregão da bolsa. Terão de investir por intermédio de um fundo. Isso porque as ações não chegarão ao Brasil pelas próprias empresas, mas sim pelo Deutsche Bank. Tecnicamente, o que o banco alemão fará é comprar os papéis no mercado nova-iorquino e emitir aqui um recibo correspondente (como se fosse uma ação-espelho), chamado de Brazilian Depositary Receipt (BDR).

Nesses casos, a legislação brasileira permite que a negociação direta no pregão seja feita por instituições financeiras, fundos de investimento, gestores de investimento (asset managements) e corretoras. Fundos de pensão, como as pessoas físicas, também estão impedidos de comprar e vender diretamente.

O diretor da área de custódia do Deutsche no País, Ricardo Nascimento, afirma que, em um primeiro momento, serão negociadas no pregão da Bovespa as ações de 10 companhias americanas. Ele não revela os nomes, mas diz que são do primeiro time - tanto da Bolsa de Nova York quanto da bolsa eletrônica Nasdaq. Estão na categoria empresas como Microsoft, Coca-Cola, General Electric, Wal-Mart, Intel, IBM e Boeing. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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