O banco alemão Deutsche Bank anunciou hoje que o seu lucro líquido caiu 63% no segundo trimestre deste ano, puxado por baixas contábeis adicionais, queda de receita, maiores provisões de risco de crédito e uma perda em sua carteira de ativos mobiliários, refletindo a continuidade da turbulência no setor financeiro. Entretanto, o resultado foi uma boa surpresa, já que superou o previsto para o período e reverteu o prejuízo apresentado pelo banco no primeiro trimestre deste ano, que havia sido o primeiro em cinco anos.

O maior banco alemão em capitalização de mercado registrou um lucro líquido de 649 milhões de euros (US$ 1,01 bilhão) entre abril e junho de 2008, abaixo dos 1,78 bilhão de euros obtidos no mesmo período de 2007. O resultado foi superior às estimativas dos analistas de um lucro de 426 milhões de euros.

Os ganhos do segundo trimestre foram afetados por baixas contábeis de 2,3 bilhões de euros (US$ 3,6 bilhões), depois de 2,7 bilhões de euros em baixas contábeis no primeiro trimestre, elevando para 7,3 bilhões de euros o total de perdas contábeis do banco desde o início da crise, em meados do ano passado. A receita líquida da instituição diminuiu 39%, para 5,4 bilhões de euros (US$ 8,45 bilhões) no segundo trimestre, em comparação com os 8,8 bilhões de euros no mesmo período do ano passado.

Benefícios com impostos de 3 milhões de euros registrados no segundo trimestre deste ano, em comparação a despesas com imposto de renda de 922 milhões de euros no mesmo período do ano passado, ajudaram a estabilizar o lucro do trimestre passado.

Perspectivas

Apesar dos ganhos maiores que o esperado no período, o banco não quis comentar se a crise financeira terminou. "Olhando mais adiante, nós permanecemos cautelosos para o restante de 2008", disse o chefe-executivo Josef Ackermann. "Nós continuaremos a administrar custos, risco e capital, além de reduzir a nossa exposição em áreas-chave". As informações são da Dow Jones.

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