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Deutsche Bank diz que crise financeira está próxima do fim

Washington, 17 jul (EFE).- O presidente do banco alemão Deutsche Bank, Josef Ackermann, disse hoje que a crise nos mercados financeiros se aproxima do fim, mas alertou para a ameaça inflacionária enfrentada pela economia global.

EFE |

Ackermann, que participou hoje de uma coletiva de imprensa em Washington para apresentar um novo relatório com propostas de reformas no setor bancário, afirmou que os mercados estão retornando para "uma situação muito mais normal".

"Para o setor financeiro em seu conjunto, vemos claramente o princípio do fim da crise", assinalou o responsável do Deutsche Bank e presidente do Instituto de Finanças Internacionais (IIF), a maior associação de bancos do mundo com mais de 380 membros.

Ackermann assinalou que os Estados Unidos ainda enfrentam enormes desafios devido à fraqueza no setor imobiliário causada por problemas com as hipotecas de alto risco, que em meados do ano passado deram origem à atual crise financeira global.

No entanto, o presidente do Deutsche Bank disse que as projeções de crescimento para os EUA ainda são positivas e que a economia americana "está longe de uma recessão".

Hoje o Fundo Monetário Internacional (FMI) também previu que a maior economia do mundo crescerá 1,3% este ano e 0,8% em 2009.

Ackermann também afirmou que a atual crise teve um impacto "limitado" em outras regiões, como na Ásia e na América Latina.

O principal motivo de preocupação, segundo o executivo alemão, são os elevados preços de energia e dos alimentos, que impulsionaram a alta das taxas de inflação em todo mundo.

Ele também reconheceu que os responsáveis pela política monetária têm um grande desafio de conter essa inflação sem estrangular as taxas de crescimento e insistiu na necessidade de "diferenciar claramente" essas pressões macroeconômicas da crise financeira que se originou nos EUA.

Ackermann e outros altos executivos do setor apresentaram hoje em Washington um relatório de 200 páginas que propõe reformas nas operações bancárias.

As áreas nas quais foram sugeridas melhorias incluem a gestão de riscos, a valorização de ativos, a compensação de profissionais, a gestão de liquidez, os produtos estruturados e a qualificação de produtos financeiros.

Ackermann afirmou que o relatório recém apresentado conta com um "forte e amplo respaldo" e disse confiar que o grosso do processo de reformas seja finalizado no fim do ano. EFE tb/ab/rr

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