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Desvalorização do real ajuda Vale a atingir lucro recorde no trimestre

RIO - A Companhia Vale do Rio Doce fechou o terceiro trimestre com lucro líquido de R$ 12,4 bilhões, o melhor resultado trimestral da história da companhia, o que corresponde a lucro de R$ 2,36 por ação. A desvalorização do real frente ao dólar contribuiu para aumentar o ganho em R$ 2,849 bilhões.

Valor Online |

De acordo com a mineradora, o câmbio afeta o lucro da empresa de duas maneiras: balanço e fluxo. Como a companhia possui ativos líquidos em moedas estrangeiras, a desvalorização do real frente ao dólar tende a ter impacto positivo no resultado.

"Desse modo, dada a desvalorização do real no terceiro trimestre de 2008, comparando-se as taxas de câmbio vigentes em 30 de junho com 30 de setembro, o efeito via balanço produziu impacto positivo de R$ 2,769 bilhões sobre o lucro antes do imposto de renda", diz o balanço da mineradora enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

Já o efeito fluxo se materializa através do impacto da variação cambial sobre o resultado operacional. Como a maior parte das receitas da empresa é denominada em dólares americanos, enquanto que do lado dos custos a moeda predominante é o real, uma desvalorização do real tende a gerar efeito positivo sobre o lucro. No terceiro trimestre, o efeito líquido das variações cambiais sobre o resultado operacional foi de R$ 80 milhões.

A receita operacional bruta da companhia foi recorde e atingiu R$ 21,387 bilhões, 33,4% superior aos R$ 16,037 bilhões obtidos em igual período do ano passado e 13,3% maior que os R$ 18,884 bilhões do segundo trimestre de 2008.

"A queda do preço do níquel simultaneamente à elevação do preço do minério de ferro determinou redução da participação dos minerais não ferrosos na receita total, de 42,2% no terceiro trimestre de 2007 para 25,5% no terceiro trimestre de 2008, enquanto que a relativa aos minerais ferrosos passou de 49,0% para 65,8%", diz o balanço.

Já o lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações (Lajida) também foi recorde e chegou a R$ 11,352 bilhões, 41,9% acima dos R$ 7,997 bilhões obtidos no terceiro trimestre de 2007 e 8,4% superior aos R$ 10,473 bilhões registrados no segundo trimestre de 2008.

Outro recorde batido foi o lucro operacional, medido pelo lucro antes de juros e impostos. Este quesito alcançou R$ 10,110 bilhões, 44,7% acima dos R$ 6,985 bilhões do período julho-setembro do ano passado e 9,9% superior aos R$ 9,2 bilhões do segundo trimestre de 2008.

Entre os destaques operacionais, os embarques de minério de ferro e pelotas atingiram o volume recorde de 86,604 milhões de toneladas métricas, 12,5% acima do embarcado no terceiro trimestre do ano passado. Outros recordes foram obtidos nos embarques de alumina, com 1,163 milhão de toneladas; carvão térmico, com 451 mil toneladas; cobre, com 95 mil toneladas; e cobalto, com 819 toneladas.

(Rafael Rosas | Valor Online)

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