A semana de turbulência fez o euro desabar a seu nível mais baixo em um ano, em relação ao dólar. A queda já levanta dúvidas sobre a capacidade de o euro manter seu status de moeda de reserva.

A semana de turbulência fez o euro desabar a seu nível mais baixo em um ano, em relação ao dólar. A queda já levanta dúvidas sobre a capacidade de o euro manter seu status de moeda de reserva. Ontem, a moeda única europeia desceu abaixo de US$ 1,30 pela primeira vez em um ano. O problema é que essa desvalorização já começa a preocupar bancos centrais. No auge da crise nos Estados Unidos, governos passaram a reduzir a compra de reservas em dólares e optaram pelo euro. Agora, suas reservas começam a perder valor. Na China, por exemplo, entre 20% e 25% das reservas está em euros. Em 2009, a moeda americana representou 62% das reservas de bancos centrais pelo mundo, calculadas em US$ 4,2 trilhões. A taxa é a menor já registrada pelo Fundo Monetário Internacional (FMI). Em 2000, 71% das reservas mundiais de US$ 1,4 trilhão estavam em dólar. Avaliações da Barclays Capital indicam que 63% das novas reservas de bancos centrais e mesmo de bancos comerciais foram feitas em euros ou iene em 2009. No segundo trimestre de 2009, apenas 37% estavam em dólar. No fim dos anos 90, quando o euro estava sendo criado, 65% das reservas eram em dólar. Agora, com a crise no euro, quem acumulou reservas na moeda europeia já teme perder.

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.