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DESTAQUES-G20 quer políticas anticíclicas, diz Mantega

SÃO PAULO (Reuters) - O G20 quer um maior papel nas decisões globais após ter ganho maior relevância em meio à crise financeira atual, disse o ministro da Fazenda, Guido Mantega. Segundo ele, o grupo acredita que os países devem adotar medidas anticíclicas para conter a crise e que no momento o maior risco para os países em termos de preços é a deflação e não mais a inflação.

Reuters |

Veja os principais comentários de Mantega feitos a jornalistas ao fim da reunião do G20.

MAIOR PAPEL DO G20

"Os países emergentes exigem uma participação maior nas decisões que são tomadas. Eles não podem estar atuando numa situação de inferioridade na tomada de decisões.

O Brasil propõe que o G20 deixe ser uma instância de ministros da Fazenda e presidentes de banco central e passe a ser uma instância de chefes de governo, portanto liderados pelos presidentes e primeiro-ministros, e que as reuniões sejam mais regulares."

COORDENAÇÃO DA CRISE

"Há um consenso que é preciso uma ação coordenada para tratar a crise. (A crise) exige uma ação global, daí a busca das instituições adequadas para exercer essa ação conjunta e coordenada. Isso ainda não está resolvido, mas o G20 é forte candidato a ser coordenador."

RESPONSABILIDADE DOS AVANÇADOS

"Também foi salientada a necessidade de os países avançados ajudarem os emergentes na saída de fluxo de recursos financeiros que está ocorrendo... que assumam uma responsabilidade sobre parte do que está ocorrendo, quanto à saída de fluxos, de modo que possam ajudar os emergentes a interromper esse fluxo que está acontecendo."

DEFLAÇÃO

"Em relação à política monetária, nós tivemos diretores e presidentes dos bancos centrais na reunião que manifestaram a preocupação em relação à inflação, ou seja, as medidas que devem ser tomadas não devem ameaçar o equilíbrio monetário nem ameaçar a situação inflacionária. Também se chegou à conclusão de que vem uma tendência para queda de preços na maioria dos países, portanto o perigo maior é de uma deflação e não de uma inflação maior.

É claro que os países emergentes que estão sofrendo uma saída de capitais poderão ter um movimento inflacionário porque a desvalorização de suas moedas provoca esse movimento, porém será um movimento passageiro e a tendência é que haja... deflação para o "Em relação à política monetária, nós tivemos diretores e presidentes dos bancos centrais na reunião que manifestaram a preocupação em

POLÍTICAS ANTICÍCLICAS

"Os países devem realizar políticas anticíclicas, políticas... e essas políticas devem estar adequadas às posições de cada país. Por exemplo, os países que têm uma situação fiscal mais sólida poderão fazer mais ações fiscais."

CHINA

"A China saiu na frente, anunciando medidas de estímulo. Outros países também começaram a fazer políticas anticíclicas, diminuindo impostos, aumentando gastos públicos e investimentos."

BRASIL

"No caso do Brasil, também estamos dispostos a fazer políticas anticíclicas, porém no Brasil não temos uma queda da atividade que nos leve a fazer políticas anticíclicas (agora)... É claro que o governo está tomando medidas para aumentar o crédito e baixar o custo financeiro e estamos dispostos a fazer medidas na área fiscal. Se for necessário, no futuro, estaremos dispostos também a aumentar investimentos públicos, sempre procurando preservar ao máximo nosso equilíbrio fiscal.

Continuaremos liberando mais recursos financeiros... estamos liberando compulsório e continuaremos liberando crédito na medida que for necessário para restabelecer o nível de crédito no país."

CÚPULA DE WASHINGTON

Já há material suficiente nas propostas de regulação. O que eu acredito que deve se levar ao summit da próxima semana são sugestões e de lá deve sair uma pauta completa para que essas questões sejam aprofundadas e sair daí, ao longo de 1 mês, 2 meses, 3 meses, a partir dessa cúpula, uma agenda de um cronograma que vai apresentar condições concretas.

O que estamos fazendo hoje é reunindo as condições políticas, mostrando as decisões políticas dos governos, que querem uma atuação conjunta e coordenada, porque a crise é global.. e que é necessário uma regulamentação dos mercados de modo a impedir que aconteça de novo o que está acontecendo com a crise financeira global."

(Reportagem de Renato Andrade e Elzio Barreto)

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