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As despesas do governo central (que incluem as contas do Tesouro Nacional, Banco Central e Previdência Social) nos oito primeiros meses de 2008 totalizaram R$ 306,817 bilhões com um crescimento de 11,49% em relação ao mesmo período de 2007. As despesas com benefícios sociais cresceram 10,70% no período enquanto as de pessoal subiram 9,33%.

Os gastos com custeio tiveram alta de 11,01% enquanto as despesas de capital cresceram 42,16%.

Já as receitas totais do governo central cresceram 17,97%, atingindo no acumulado de janeiro a agosto R$ 466,241 bilhões. As transferências a Estados e municípios cresceram 23,36%, totalizando R$ 84,585 bilhões.
Desta forma, a receita líquida total foi de R$ 381,655 bilhões, com alta de 16,84% no acumulado do ano.

Superávit primário

O governo central registrou em agosto superávit primário (a economia que o governo faz para o pagamento da dívida pública) de R$ 6,275 bilhões, superando as estimativas mais otimistas. O resultado é o dobro do teto de R$ 3,8 bilhões previsto pelos analistas. O piso das previsões era de R$ 1bilhão.

Em julho, o superávit primário atingiu R$ 7,197 bilhões e, em agosto de 2007, o superávit foi de R$ 3,663 bilhões. O superávit acumulado de janeiro a agosto foi de R$ 74,838 bilhões, o equivalente a 3,99% do PIB (Produto Interno Bruto). Em igual período do ano passado, o superávit foi de R$ 51,457 bilhões, o correspondente a 3,09% do PIB.

No resultado de agosto, o Tesouro contribuiu com superávit de R$ 10,375 bilhões, enquanto a Previdência teve déficit de 4,060 bilhões e o Banco Central déficit de R$ 39,4 milhões. De janeiro a agosto, o Tesouro teve saldo positivo de R$ 99,492 bilhões, a Previdência teve déficit de R$ 24,393 bilhões e o Banco Central déficit de R$ 260,3 milhões.