RIO - As despesas de consumo final com bens e serviços de saúde somaram R$ 171,6 bilhões em 2005, o equivalente a 8% do Produto Interno Bruto (PIB). As famílias gastaram R$ 103,2 bilhões e as instituições sem fins lucrativos, R$ 1,8 bilhão. A administração pública gastou R$ 66,6 bilhões. Os dados foram apresentados nesta quarta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

No estudo Economia da Saúde: uma Perspectiva Macroeconômica 2000 - 2005 do organismo, consta que, a administração pública respondeu por 38,8% do total das despesas relacionadas à saúde em 2005 e as famílias ficaram com 60,2%, com destaque para os gastos com consultas e serviços médicos em geral e medicamentos.

Três anos atrás, as atividades ligadas à saúde no Brasil geraram R$ 97,3 bilhões, sendo que coube à saúde pública 33,4% desse montante. O setor empregava 3,9 milhões de pessoas e o rendimento médio anual do trabalhador no segmento correspondia a R$ 15,9 mil.

De 2000 a 2005, as atividades de saúde foram diretamente responsáveis por mais de 4% do total de postos de trabalho no país. Houve um pequeno aumento proporcional dos postos de trabalho na saúde em relação às demais atividades econômicas, e as ocupações em saúde passaram de 4,1% do total de ocupações em 2000 para 4,3 % em 2005, salientou o IBGE no relatório.

(Valor Online)

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