RIO DE JANEIRO - A inflação ao consumidor voltou a subir entre o final de janeiro e a primeira quinzena de fevereiro, refletindo a tradicional pressão provocada pelos reajustes das mensalidades escolares no início do ano.

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15) subiu 0,63 por cento em fevereiro, após ter registrado alta de 0,40 por cento em janeiro, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira.

O resultado ficou em linha com as expectativas. Analistas consultados pela Reuters esperavam alta de 0,65 por cento para o indicador, de acordo com a mediana e a média de 32 estimativas. Os prognósticos variaram de 0,45 por cento a 0,74 por cento.

O grupo Educação registrou alta de 4,95 por cento em fevereiro, respondendo por 54 por cento de toda a variação do IPCA-15.

"Neste grupo, refletindo os reajustes no início do ano, os aumentos nas mensalidades dos cursos de ensino formal ficaram em 5,64 por cento, com 0,27 ponto de contribuição", afirmou o IBGE em comunicado.

O IPCA-15 é tido como uma prévia do IPCA, índice que serve de referência para a meta de inflação do governo.

A metodologia de cálculo é a mesma, apurando a variação de preços para famílias com renda de até 40 salários mínimos em 11 regiões metropolitanas do país. A diferença está no período de coleta, já que o IPCA mede o mês calendário.

A meta de inflação perseguida pelo Banco Central este ano é de 4,5 por cento, com margem de variação de dois pontos percentuais, para cima ou para baixo.

Nos últimos 12 meses, o IPCA-15 acumulou alta de 5,77 por cento, praticamente o mesmo patamar acumulado nos 12 meses encerrados em janeiro, que era de 5,79 por cento.

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