Publicidade
Publicidade - Super banner
enhanced by Google
 

Despesa do governo recua no semestre pela primeira vez, diz Tesouro

BRASÍLIA - O secretário do Tesouro Nacional, Arno Augustin, anunciou hoje que houve uma efetiva redução de despesas de custeio da máquina federal, ante um aumento nos investimentos realizados no primeiro semestre do ano, comparando-se a intervalo igual de 2007. As receitas também foram mais fortes e, segundo ele, isso se reflete no superávit primário mais elevado acumulada no período.

Valor Online |

Os analistas insistem em enxergar crescimento dos gastos do governo, quando as estatísticas demonstram o contrário, disse o secretário. O setor público deu sua contribuição contracionista para a inflação, não apenas na despesa menor como no primário maior, que é a melhor política para o equilíbrio do crescimento sustentado, continuou.

Augustin divulgou hoje que de janeiro a junho, o governo central (União, Previdência e Banco Central) acumulou superávit primário de R$ 61,37 bilhões, cerca de 44% maior que no ano passado e bem próximo à meta nominal reestimada para o ano todo, de R$ 63,4 bilhões (2,2% do PIB).

Tomada como deflator a variação do Produto Interno Bruto (PIB) nominal estimado pelo Tesouro para o primeiro semestre, as despesas tiveram queda real de 2,7% em relação a igual período de 2007, maior do que a alta real de 2,6% nas receitas. Segundo Augustin, é a primeira vez que isso acontece.

De 2006 para 2007, por exemplo, as despesas subiram 2,3% acima do PIB, em ritmo maior que a alta das receitas líquidas, que cresceram 1,9% no primeiro semestre. Neste ano, as despesas de custeio recuaram 4,2% reais, influenciadas por uma contração de 4,5% nos gastos com pessoal, enquanto no primeiro semestre do ano anterior tinham subido 4,7%, além do crescimento do PIB nominal.

Já os investimentos aumentaram 19,2% este ano na mesma comparação, contra 10,2% no período anterior, entre o primeiro semestre de 2006 e o mesmo intervalo de 2007. Em termos nominais, os investimentos cresceram 34%, sendo pagos R$ 9,871 bilhões até junho, ante R$ 7,341 bilhões no primeiro semestre anterior.

No montante estão incluídos recursos aplicados em obras de infra-estrutura do Projeto Piloto de Investimentos (PPI), com R$ 2,725 bilhões pagos entre janeiro e junho deste ano, ante R$ 1,249 bilhões do primeiro semestre de 2007, uma elevação de 118%.

O secretário comentou que o volume de investimentos ainda é pequeno em relação ao conjunto de despesas, mas vem evoluindo como o esperado. E disse considerar importante o simples fato de que houve uma queda nas despesas.

Acredito que vamos ter, ainda, um volume de despesas menor ao final do ano sobre o ano passado. Ele não quis fazer uma projeção, mas reiterou que há uma tendência de queda, devido à consistência verificada nos primeiros seis meses.

O secretário do Tesouro afirmou que o aumento de receitas do governo decorre do crescimento da economia, que ele espera que seja de 5% reais no ano. E também afirmou ser importante o fato de o governo ter arrecadado mais, gasto menos, e economizado mais para o pagamento de juros da dívida.

Augustin reiterou que a meta de superávit primário do governo não conterá os R$ 14,2 bilhões destinados ao Fundo Soberano do Brasil (FSB). Haverá uma despesa primária dessa ordem, quando o fundo estiver funcionando, reiterou. O governo, entretanto, já aportou esses recursos no Orçamento da União e avisou ao Congresso.

(Azelma Rodrigues | Valor Online)

Leia tudo sobre: home

Notícias Relacionadas


Mais destaques

Destaques da home iG