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Despesa com alimentos in natura será menor em 2030, indica pesquisa

São Paulo, 19 - Em meio às incertezas em relação ao futuro dos preços das commodities agrícolas, a Ernst & Young e a área de projetos da Fundação Getúlio Vargas (FGV-Projetos) prevêem uma participação menor dos alimentos nas despesas dos consumidores brasileiros em 2030. Esta expectativa faz parte do levantamento divulgado hoje pelas instituições com enfoque no crescimento econômico e potencial de consumo.

Agência Estado |

"A maturação do mercado consumidor brasileiro ocasionará mudanças significativas no perfil do consumo. Cairá a parcela com bens de consumo não-duráveis, como alimentos, fumo e bebidas, combustíveis e transportes em geral", avaliou o professor da FGV-Projetos Fernando Garcia.

A participação do consumo de alimentos in natura em relação ao total, de acordo com as projeções da FGV e da Ernst, deverá ceder de 2,00% em 2007 para 1,50% em 2030. Mesmo assim, o segmento apresentará um crescimento anual de 2,5%, o que deve corresponder a um total de R$ 50,5 bilhões daqui a 22 anos - o montante verificado no ano passado foi de R$ 28,5 bilhões.

A participação dos alimentos beneficiados também deverá recuar de 9,5% para 8,2%. De 2007 (R$ 134,4 bilhões) a 2030 (R$ 270 bilhões) está previsto um aumento do consumo de 3,1% ao ano. Essa movimentação, de acordo com o professor, refletirá o aumento da alimentação realizada fora do domicílio e o impacto menor dos itens de maior necessidade sobre as despesas do consumidor.

"Em contrapartida, crescerão de forma expressiva as despesas com habitação, saúde e educação", previu Garcia. Tomando como referência as famílias com renda entre R$ 4 mil e R$ 8 mil, o estudo prevê que a evolução da renda total dessa classe terá efeitos maiores no consumo de produtos do segmento de higiene pessoal e limpeza e de serviços de saúde do que na demanda por mercadorias dos ramos de vestuário e bebidas.

O professor identificou ainda que o mercado de veículos e combustíveis contribuirá com 6,1% do incremento do consumo em 2030, participação inferior à verificada nos últimos dez anos, de 8,5%. "Este mapa é importante para os grupos corporativos montarem suas estratégias e pensarem em seus negócios de mercado", avaliou Garcia.

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