Publicidade
Publicidade - Super banner
enhanced by Google
 

Desmatamento evitado entrará no acordo pós-Protocolo de Kyoto

O mecanismo de Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação (REDD), o maior interesse do Brasil na 14ª Conferência do Clima, em Poznan, Polônia, será incluído no futuro acordo do clima que substituirá o Protocolo de Kyoto. Na prática, a decisão permitirá que governos, empresas privadas e proprietários de terra que preservem áreas de florestas tropicais sejam recompensados financeiramente.

Agência Estado |

A metodologia do REDD ainda precisará ser definida, mas já está certo que o acordo final deverá ser assinado em Copenhague, em 2009.

A negociação ocorreu na noite de quarta-feira e no início da madrugada de quinta. A confirmação foi feita ontem ao Estado pelo governo brasileiro: "Sem dúvida é um passo importante. A discussão sobre a metodologia continuará, mas a inclusão do REDD no novo acordo do clima está garantida", disse o embaixador Sérgio Serra, membro da delegação do País.

O mecanismo, em tese, beneficia muito o Brasil. No país, o desmatamento é responsável por 75% das emissões. A inclusão do REDD é decisiva porque abre a possibilidade de que, ao preservar a floresta, o Brasil seja indenizado pela comunidade internacional.

A forma como essa compensação se dará ainda está em aberto e precisará ser negociada até dezembro do próximo ano. A proposta brasileira é de que seja criado um fundo internacional - nos moldes do já existente Fundo da Amazônia -, que receberia recursos de outros governos. Países como os EUA, entretanto, defendem que essa remuneração se dê via mercado de carbono. A União Européia também defendia esse ponto-de-vista. Mas, após uma reunião bilateral realizada no sábado com delegados do Brasil, os europeus aceitaram a criação do fundo internacional.

A União Européia vai aprovar as metas de seu Pacote Energia-Clima, anteciparam ontem, na Polônia, autoridades do bloco. O projeto será posto em discussão hoje e amanhã, em Bruxelas, e resultará em um compromisso formal: redução de 20% das emissões, economia de 20% de energia e uso de 20% de fontes renováveis até 2020, tendo como parâmetro o ano de 1990.

Com isso, a UE deve subir o tom das cobranças em relação à proposta de redução de emissões, ainda extra-oficial, elaborada pelo presidente eleito dos EUA, Barack Obama. Delegados europeus e brasileiros confirmaram ao Estado que os americanos deverão propor, nos próximos meses, o retorno em 2020 aos níveis de emissão de 1990 - ou seja, 0% de redução.

No horizonte 2050, a proposta de cortes seria ambiciosa: 80%. "Tenho ouvido de delegados de muitos países que este esforço não é aceitável, não é suficiente", disse o líder da delegação da França e da UE, Brice Lalonde. "Sobre 2050, sim, é uma proposta aceitável e muito ambiciosa."

Leia tudo sobre: home

Notícias Relacionadas


Mais destaques

Destaques da home iG