O desemprego no Brasil recuou 0,4 ponto percentual no mês de setembro e atingiu 7,7%, igualando o desempenho de setembro de 2008 - mês de agravamento da crise mundial -, segundo dados da Pesquisa Mensal de Emprego, divulgada nesta quinta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado é o menor observado em 2009.

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A população desocupada (1,8 milhão de pessoas) recuou 4,8% em relação a agosto (menos 90 mil desocupados) e não teve alteração na comparação com setembro do ano passado. A população ocupada (21,5 milhões) ficou estável tanto na comparação mensal quanto na anual, informou o IBGE.

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O setor de outros serviços teve alta de 2,6% no nível de pessoas ocupadas e foi o único grupamento de atividade que apresentou variação. Frente ao mês de setembro do ano passado, o destaque foi o grupamento de educação, saúde, serviços sociais, administração pública, defesa e seguridade social, com alta de 3,5%.

O número de trabalhadores com carteira assinada no setor privado ficou em 9,5 milhões e não apresentou variação frente a agosto de 2009 e nem frente a setembro do ano passado.

Já o contingente de trabalhadores sem carteira assinada (2,8 milhões de pessoas) ficou estável em relação a agosto, mas caiu 6,9% em relação a setembro de 2008, completou o IBGE.

"O desemprego (cheio) é bom, mas os dados abertos mostram algumas coisas. A PEA (População Economicamente Ativa) teve uma redução forte. Se você olha a dinâmica entre ocupados e desocupados, ela não é tão boa. A população ocupada subiu pouco e a desocupada caiu bem... o que pode significar um aumento do desalento (pessoas que desistem de procurar emprego porque não acham)", afirmou Flávio Serrano, economista sênior do BES Investimento.


Rendimento

O rendimento médio real dos trabalhadores subiu 0,6% no mês de setembro, frente a agosto, fechando em R$ 1.346,70. Frente a igual mês do ano passado, a alta é ainda maior: de 1,9%.

A massa de rendimento real efetivo dos ocupados (R$ 29 bilhões) aumentou 1,4% no mês e 2,2% no ano, concluiu o levantamento.

"No geral, o dado do mercado de trabalho não muda nossa visão de que a dinâmica continua fraca. O patamar do emprego está, na nossa estimativa, 0,7 por cento pior que a tendência", afirmou Diego Donadio, analista sênior para América Latina do BNP Paribas, em nota.

(Com informações da Reuters)


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