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Desemprego nos EUA sobe para maior patamar em 16 anos

Por Lucia Mutikani WASHINGTON (Reuters) - A taxa de desemprego dos Estados Unidos subiu para o seu maior patamar em quase 16 anos em dezembro, à medida que o aprofundamento da recessão econômica forçou as companhias a cortarem mais de meio milhão de postos de trabalho.

Reuters |

O Departamento de Trabalho divulgou nesta sexta-feira que a taxa de desemprego do país subiu para 7,2 por cento em dezembro, maior nível desde janeiro de 1993, superando a previsão dos analistas de 7,0 por cento. A taxa ficou em 6,8 por cento em novembro.

Em dezembro, os empregadores norte-americanos cortaram 524 mil empregos, pouco abaixo das projeções dos analistas de uma redução de 550 mil. O corte total de postos de trabalho em 2008 foi de 2,6 milhões, maior número desde a queda de 2,75 milhões em 1945.

"Esse é um relatório bastante desanimador. Ele retrata um cenário em 2008 muito pior do que pensávamos. Isso não é um bom prognóstico para o desemprego no primeiro trimestre. Esse é um dos declínios de emprego trimestrais mais significativos na história pós-Guerra", disse Lindsey Piegza, analista de mercado na FTN Financial em Nova York.

Após a divulgação dos dados, os índices de ações norte-americanos operavam em queda nos primeiros negócios desta sexta-feira.

O ritmo de cortes de emprego está contribuindo com os temores de que a recessão econômica que se iniciou em dezembro de 2007 possa ser maior desde o declínio de 1981, que durou 16 meses. O dado também enfatiza a necessidade urgente de um estímulo econômico massivo para recuperar a economia.

O colapso do mercado imobiliário dos EUA e a crise financeira que resultou dele alavancaram o pior cenário econômico desde a Grande Depressão nos anos 1930.

O número de cortes de emprego em novembro foi revisado para 584 mil, contra a redução de 533 mil divulgada anteriormente, enquanto a leitura de outubro foi revisada para um declínio de 423 mil, contra o registro anterior de um corte de 320 mil.

Com essas revisões, a redução total de postos de trabalho fora do setor agrícola em quatro meses até dezembro foi de 1,9 milhão.

"A situação de emprego está feia e vai ficar pior. Não há razão para esperar contratações nos próximos de três a seis meses. Nós não vamos ver qualquer contratação até o governo intervir e agir. Conversa não funciona", disse Richard Yamarone, economista-chefe da Argus Research em Nova York.

O Federal Reserve reduziu a taxa de juro dos EUA para perto de zero para melhorar a liquidez do mercado financeiro e impulsionar o crescimento econômico, enquanto o presidente eleito nos Estados Unidos, que deve assumir o cargo ainda neste mês, empenha-se em aprovar um pacote de estímulo fiscal.

(Reportagem adicional de Richard Leong e Al Yoon em Nova York)

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