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Desemprego nos EUA é o mais alto em 14 anos

Washington, 7 nov (EFE).- A economia dos Estados Unidos já perdeu em 2008 quase 1,2 milhões de postos de trabalho, sendo 240 mil em outubro -quando o índice de desemprego chegou 6,5%, o maior desde março de 1994- e 284 mil em setembro, que teve a maior queda mensal em sete anos.

EFE |

"Parece que esta economia, que andava a tropeções, recebeu um pontapé que a empurrou escadas abaixo", comentou Lawrence Mishel, presidente do Instituto de Política Econômica (EPI), um grupo independente de estudos com sede em Washington.

Em outubro, segundo os números oficiais, a multidão de desempregados cresceu em 603 mil e chegou a 10,1 milhões de pessoas, a maior em um quarto de século.

O número de pessoas que trabalham em tempo parcial aumentou em 645 mil, chegndo a 6,7 milhões.

Muitas empresas recorrem ao emprego em tempo parcial, porque desta forma evitam o pagamento de benefícios como seguro médico e férias.

A marca de 1,179 milhão de postos de trabalho perdidos é a pior desde 2001, a última vez que houve recessão neste país.

"Este é um momento crítico", disse o ex-secretário do Tesouro Lawrence Summers, a quem se menciona como possível chefe dessa pasta no Governo que presidirá desde janeiro o democrata Barack Obama "Os números no relatório sobre o desemprego refletem os desafios difíceis que enfrenta nossa economia", assinalou o presidente George W. Bush.

"Estamos no meio de uma crise financeira global", apontou, ao declarar que "o Governo tomou medidas firmes e decisivas para atender esta situação, mas que necessitam de tempo para surtir seu impacto pleno".

Os dados do Departamento de Trabalho agregaram urgência à atuação do futuro Governo de Obama, quem hoje se reúne com seus principais assessores econômicos, entre eles ex-funcionários do Tesouro e do Federal Reserve (banco central americano), além de proeminentes figuras do setor privado.

Por setores, o manufatureiro perdeu 90 mil empregos, e a construção outros 49 mil, chegando à taxa de desemprego de 10,8%, o dobro de há um ano.

"É, provavelmente, a situação econômica mais grave que encaramos desde a Grande Depressão" dos anos 1930, indicou Summers, em declarações ao programa "Today" da cadeia "NBC" de televisão.

"O que vemos é uma aceleração da perda de empregos, chegando a 12% o índice de pessoas que não têm trabalho ou que têm sub-empregos", apontou a economista do EPI, Heidi Shierholz.

Os dados dão ímpeto no Congresso aos democratas, que propuseram um novo conjunto de medidas de estímulo econômico que, segundo eles, deveria ser aprovado e aplicado antes do fim de ano.

"A economia entrou em um lance muito profundo de recessão e poderia permanecer ali por seis ou nove meses", segundo John Herrmann, presidente da firma de análise Hermann Forecasting, de Nova York.

"Estes números implicam a necessidade de um estímulo de quase US$ 500 bilhões a se aplicar no restante deste ano ao fim de 2009", acrescentou Herrmann.

O Congresso aprovou e o presidente Bush promulgou em fevereiro um estímulo que consistiu na devolução de US$ 150 bilhões em impostos, distribuídos entre 130 milhões de contribuintes.

Apesar da injeção de estímulo ao consumo, a economia registrou no terceiro trimestre a primeira contração desde a recessão de 2001.

EFE jab/jp

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