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Desemprego na UE bate recorde da era do euro

Pela primeira vez desde a criação da moeda única europeia em 1998, a taxa de desemprego na região bate a marca de 10% e, em um ano, 3,1 milhões de europeus perderam seus trabalhos. Ontem, a Comissão Europeia divulgou sua avaliação para fevereiro e concluiu que as demissões continuam ocorrendo.

AE |

Pela primeira vez desde a criação da moeda única europeia em 1998, a taxa de desemprego na região bate a marca de 10% e, em um ano, 3,1 milhões de europeus perderam seus trabalhos. Ontem, a Comissão Europeia divulgou sua avaliação para fevereiro e concluiu que as demissões continuam ocorrendo. Para Bruxelas, a tendência mostra que a recuperação da economia do euro será lenta e dolorosa. Em janeiro, a taxa de desemprego era de 9,9%. Em fevereiro, atingiu 10%. A maior crise do desemprego está na Espanha. Quase um quinto da população está sem trabalho (19%). Entre os jovens espanhóis, 40% estão sem emprego. Já o país com menor taxa de desemprego é a Holanda, com apenas 4%. O temor de governos europeus é de que, com uma taxa de desemprego que continua a subir, o consumo também será freado. Isso, por sua vez, alimentaria a crise e uma eventual nova recessão. Nesta semana, o Fundo Monetário Internacional (FMI) reduziu a projeção de crescimento para a Alemanha de 1,5% para 1,2%. O motivo foi a queda na expectativa de consumo dos demais países europeus, o que reduz as exportações alemãs. Já entre os alemães, o desemprego sofreu uma leve queda, de 8,1% em janeiro para 8% em fevereiro. No fim de fevereiro, 15,7 milhões de europeus estavam sem trabalho nos 16 países da zona do euro. Durante o mês, mais de 2 mil pessoas foram demitidas por dia no bloco. Desde fevereiro de 2009, 3,1 milhões de pessoas deixaram de trabalhar. Fora da zona do euro, outros países da Europa também sofrem com o desemprego. Em um ano, a taxa de pessoas sem trabalho na Letônia subiu de 13,2% para 21,7%. Na Estônia, passou de 7,6% a 15,5%. Em todo o bloco da UE, com 27 países, o desemprego é de 9,6%, 0,1 ponto porcentual acima da taxa em janeiro. Outro fenômeno ainda torna a vida do desempregados mais difícil: a inflação. Em março, a taxa foi de 1,5%, a maior em 15 meses e quase o dobro do que havia sido registrado em fevereiro. A alta nos preços de energia seria o principal responsável. Mas o índice ainda é inferior ao teto estabelecido pela UE de 2%. Para analistas, a alta não deve fazer com que o Banco Central Europeu eleve a taxa de juro, hoje de 1%. Isso porque o crescimento da economia da UE ainda está abaixo das expectativas.
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