Bruxelas, 1 dez (EFE).- O desemprego se manteve estável em outubro nos países da zona do euro, com um índice de 9,8%, informou hoje a Eurostat, o escritório estatístico comunitário.

A Letônia aparece no topo do ranking com 20,9%, seguido pela Espanha, com 19,3%.

O nível de desemprego registrado nos parceiros do euro continua sendo o mais elevado desde janeiro de 1999.

No conjunto da União Europeia, o desemprego aumentou 0,01% em outubro (para 9,3%, depois do índice de 9,2% em setembro), o pior dado de desocupação desde o início da série histórica em janeiro de 2000.

Em outubro, o desemprego atinge na UE pelo menos 22,51 milhões de pessoas em idade ativa, 5 milhões a mais que no mesmo mês de 2008, e 15,56 milhões nos membros da moeda única, 3,14 milhões a mais que um ano antes, segundo as estimativas do Eurostat.

Só entre setembro e outubro o número de desempregados na UE aumentou em 258 mil pessoas, delas 134 mil nos países do euro.

Desde abril, o desemprego manteve um crescimento estável de 0,01% mensal na União Europeia, uma evolução similar à detectada na zona do euro onde neste mês o índice permaneceu estável.

Dos 22 Estados-membros com dados disponíveis, o desemprego aumentou em outubro em 17 países e se manteve estável em dois.

O maior avanço mensal ocorreu na Letônia, que alcançou 20,9%, depois do índice de 19,7% em setembro.

Em estabilidade ficaram Holanda (3,7%) e Áustria (4,7%) e reduziram os níveis de desemprego Alemanha (de 7,6%, em setembro, para 7,5% em outubro), Irlanda (de 12,9% para 12,8%) e Malta (de 7,2% para 7%).

A Holanda é o país com a taxa mais baixa, seguido da Áustria.

Em comparação com outubro de 2008, todos os Estados-membros registraram crescimento das taxas de desocupação.

Na zona do euro, o desemprego cresceu em 12 meses 1,9% (de 7,9%, em outubro, para 9,8%, em outubro deste ano), enquanto nos 27 países, a alta foi de 2% (chegou ao índice de 9,3%, a partir de 7,3% também no período de um ano).

As maiores altas ocorreram na Letônia (de 9,1% para 20,9%) e Lituânia (de 4,8% para 13,8%, entre o segundo trimestre de 2008 e o de 2009, já que este país não divulgou os dados de outubro).

Com um crescimento mais moderado aparecem Alemanha (de 7,1% para 7,5%), Áustria (de 4% para 4,7%), e Romênia (de 5,7% para 6,4%, também entre o segundo trimestre de 2008 e o de 2009). EFE mrn/dm

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