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SÃO PAULO - A taxa de desemprego na região metropolitana de São Paulo registrou pequena retração entre os meses de maio e junho, tendo passado de 14,1% para 13,9% da população economicamente ativa. Segundo a Fundação Seade e o Dieese, que divulgaram hoje o levantamento, esse é um movimento usual para o período, mas, ainda assim, a taxa é a menor já vista para meses de junho desde 1996.

De acordo com o levantamento, 1,460 milhão de pessoas estavam desempregadas na região no mês passado, ou 21 mil a menos no confronto com maio. Houve a entrada de 16 mil pessoas no mercado de trabalho.

No confronto entre maio e junho, entre os locais que compõem a região metropolitana, a taxa de desemprego total passou de 13% para 12,7% no município de São Paulo e saiu de 12,2% para 12% no ABC. Nos demais municípios, a taxa ficou em 15,5%, pouco abaixo dos 15,6% notados em maio.

A renda do trabalhador na região metropolitana de São Paulo não mostrou alteração substancial. Os dados dizem respeito aos vencimentos relativos a maio, que são recebidos em junho. O rendimento médio real dos ocupados e assalariados subiu apenas 0,3%, atingindo R$ 1.222 e R$ 1.301 respectivamente.

Entre os trabalhadores do setor privado com carteira assinada, o rendimento médio subiu 1,2% na comparação com abril, para R$ 1.318. Para os que não têm carteira assinada, o rendimento médio caiu 1,6%, para R$ 885, no confronto mensal. O rendimento dos trabalhadores autônomos declinou 3,8%, somando média de R$ 868, contra R$ 902 verificado em abril.

(Valor Online)