SÃO PAULO - A taxa de desemprego na região metropolitana de São Paulo caiu de 14,1% em maio para 13,9% em junho. A informação foi divulgada, nesta quarta-feira, pela Fundação Seade e o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), com base na Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED).

A taxa de desemprego aberto (pessoas que procuraram trabalho nos 30 dias anteriores à entrevista e não exerceram nenhuma atividade nos últimos sete dias) passou de 9,8% para 9,7%, de maio para junho. Já a taxa de desemprego oculto (pessoas que fazem algum trabalho remunerado eventual, sem perspectiva de continuidade, ou realizam trabalho não remunerado em negócios de parentes e que procuraram mudar nos 30 dias anteriores à entrevista) cedeu de 4,3% para 4,2% no período.

O total de desempregados apresentou redução de 21 mil pessoas de maio para junho e foi estimado pela Fundação Seade e o Dieese em 1,46 milhão de pessoas na região metropolitana de São Paulo. Este resultado reflete as oscilações no número de ocupados (acréscimo de 16 mil) e na População Economicamente Ativa (PEA), que apresentou redução de 5 mil pessoas no período. A taxa de participação passou de 64% para 63,9% de maio para junho - esta taxa revela a proporção de pessoas com dez anos ou mais, incorporadas ao mercado de trabalho como ocupadas ou desempregadas.

Houve redução da taxa de desemprego entre maio e junho nos três domínios geográficos para os quais os indicadores da PED são calculados. No município de São Paulo, a taxa cedeu de 13% para 12,7%; na região do ABC a queda foi de 12,2% para 12% e nos demais municípios da região metropolitana, de 15,6% para 15,5%. Em junho do ano passado, estas taxas eram de 13,4%, 14,3% e 17% respectivamente.

Em junho de 2007, a taxa de desemprego total estava em 14,9%. No período dos últimos 12 meses encerrado em junho, 55 mil pessoas deixaram a situação de desemprego, uma vez que foram criados 390 mil postos de trabalho. As novas vagas foram mais do que suficientes para absorver o contingente de 335 mil pessoas que passaram a integrar a força de trabalho da região, ainda segundo a Seade e o Dieese. A taxa de participação subiu de 62,7% para 63,9% nesse período.

Rendimentos

O rendimento médio real de trabalhadores ocupados e assalariados na região metropolitana de São Paulo apresentou alta de 0,3% de abril para maio. O cálculo foi feito em conjunto pela Fundação Seade e Dieese. De acordo com a pesquisa, o rendimento médio dos ocupados era de R$ 1.222,00 em maio, enquanto o dos assalariados estava em R$ 1.301,00.

A massa de rendimento dos ocupados cresceu 0,8% no período, devido às variações positivas do nível de ocupação e do rendimento médio - os ocupados são as pessoas que nos sete dias anteriores à entrevista tinham trabalho remunerado exercido regular ou irregularmente ou tinham trabalho não remunerado em negócios de parentes sem procurar por outro emprego.

Já a massa dos assalariados apresentou pequena queda (-0,2%), resultado de pequenas oscilações divergentes do nível de emprego (negativa) e do salário médio (positiva). Entre maio de 2007 e de 2008 o rendimento médio real dos ocupados subiu 2,1% e dos assalariados, 2,3%. A massa de rendimentos dos primeiro aumentou 8,5% e a dos últimos, 11,8% no período. Segundo a PED, nos dois casos esse crescimento refletiu principalmente a expansão do nível dos ocupados.

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