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Descolada da cena externa, Bovespa caiu; dólar teve avanço

SÃO PAULO - A segunda-feira foi de forte recuperação para os mercados Ásia, Europa e Estados Unidos. O Brasil ficou fora, sofrendo com a baixa no preço das commodities e a valorização do dólar.

Valor Online |

O resgate das financeiras hipotecárias Freddie Mac e Fannie Mae foi vista como um alívio para o mercado de crédito imobiliário norte-americano, já que as duas empresas são responsáveis por mais de US$ 5 trilhões em hipotecas. O Tesouro assumiu as empresas e injetará até US$ 200 bilhões para garantir o funcionamento delas, além de comprar no mercado créditos lastreados em hipotecas.

Em um primeiro momento, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) e o dólar reagiram de forma positiva. O Ibovespa abriu com forte alta, batendo os 53.700 pontos, ou ganho de 3,4%, o dólar perdeu 1,3% e ficou abaixo de R$ 1,700. Mas nada disso se sustentou.

A medida é positiva, mas não resolve os problemas que afetam o mercado brasileiro. A preocupação com o crescimento mundial continua tirando atratividade das matérias-primas. A ajuda ao setor financeiro fortalece também a confiança no dólar, o que acaba estimulando a venda de commodities.

Ontem, o Ibovespa somou 50.717 pontos, queda de 2,35%. O giro financeiro foi elevado, passando de US$ 5,14 bilhões. Petrobras, Vale e siderúrgicas puxaram as perdas. Especialistas de mercado comentaram que movimento como esse denota a fragilidade do mercado brasileiro, que sofre com a ausência de dinheiro disponível para investimento de risco.

No câmbio, depois de cair a R$ 1,697 na mínima, as compras voltaram a se acumular e o dólar subiu para R$ 1,733 na compra e R$ 1,735 na venda, valorização de 0,87%.

Na roda de pronto da Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F) a moeda avançou 1,02%, a R$ 1,7355. O volume financeiro somou US$ 237,75 milhões, acima dos R$ 192 milhões registrados na última sessão. O giro interbancário ficou em US$ 2,6 bilhões.

Com o dólar em baixa pela manhã os juros futuros davam continuidade ao ajuste de baixa iniciado na sexta-feira. Contribuindo para a queda, o Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna (IGP-DI), que teve deflação de 0,38% em agosto, depois da elevação de 1,12% apurada no mês anterior. No decorrer da tarde, porém, com o risco-País apontando para cima junto com o dólar, as curvas inverteram o rumo e fecharam em alta.

O volume foi bastante reduzido, cerca de cinco vezes menor que o observado na sexta-feira da semana passada. As apostas quanto ao rumo da Selic, que será definido na quarta-feira, estão concentradas em nova elevação de 0,75 ponto percentual. Embora alguns agentes acreditem que um reajuste de 0,5 ponto cairia bem devido à trajetória interna da inflação, o conturbado cenário externo poder ser utilizado como justificativa para uma ação mais austera.

Na BM & F, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento para janeiro de 2010, o mais negociado, apontava alta de 0,05 ponto percentual, para 14,78% ao ano. O vencimento janeiro 2011 subiu 0,03 ponto, a 14,43%, e janeiro 2012 valorizou 0,05 ponto, para 14,16%.

Entre os contratos curtos, o vencimento para outubro de 2008 apresentou elevação de 0,03 ponto, a 13,42%. Novembro de 2008 subiu 0,02 ponto, a 13,54%. Dezembro de 2008 ganhou 0,01 ponto, para 13,74%, e o DI para janeiro de 2009 foi o único a fechar em baixa, de 0,02 ponto percentual, a 13,94% ao ano.

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