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Desaceleração global ajuda contas externas em 2009

BRASÍLIA (Reuters) - A desaceleração da economia global deve reduzir as pressões sobre as contas externas brasileiras em 2009, o que resultará em um déficit nas transações correntes do país menor do que o projetado anteriormente, mostraram dados divulgados pelo Banco Central (BC) nesta sexta-feira. De acordo com os cálculos do BC, as transações correntes do país com o resto do mundo no próximo ano vão gerar um déficit de 25 bilhões de dólares, abaixo dos 33,1 bilhões de dólares estimados anteriormente.

Reuters |

O resultado reflete a expectativa do governo de um volume menor de importações e uma queda acentuada nas remessas líquidas de lucros e dividendos feitas pelas empresas instaladas no país para suas matrizes no exterior.

Segundo o BC, as importações em 2009 devem somar 179 bilhões de dólares no próximo ano e não 200 bilhões como estimado até outubro. Para a balança, como um todo, a estimativa é um superávit de 14 bilhões de dólares.

No caso das remessas, a nova estimativa do Banco Central é de uma saída líquida de 20 bilhões de dólares em 2009, ante 30 bilhões de dólares projetados anteriormente. A remessa de lucros e dividendos ao longo de 2008 foi um dos principais fatores que contribuíram para o déficit das contas externas do país.

Na quinta-feira, a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, já havia afirmado que o governo esperava uma pressão menor sobre o balanço de pagamentos do país no próximo ano por conta da crise global.

Investimentos estrangeiro

Para os investimentos estrangeiros diretos, o BC estima um volume de 30 bilhões de dólares em 2009, abaixo dos 33 bilhões de dólares projetados inicialmente. Para 2008, o BC espera um déficit de 29,6 bilhões de dólares para as transações correntes, um aumento frente ao valor projetado anteriormente de 28,8 bilhões de dólares.

As remessas líquidas de lucros e dividendos este ano devem somar 33,7 bilhões de dólares, um aumento de 700 milhões de dólares em relação à estimativa anterior. No caso dos investimentos, o Banco Central  elevou sua estimativa para 40 bilhões de dólares, ante 35 bilhões de dólares estimado até outubro.

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