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Desaceleração econômica na China começa a afetar companhias aéreas daquele país

SÃO PAULO - A desaceleração econômica acima do esperado no segundo trimestre na China está cobrando seu preço da indústria aérea daquele país. O aumento na inflação, aliado à queda nas exportações e à valorização da moeda, têm reduzido os lucros das companhias aéreas chinesas, afirma o Centro para a Aviação na Ásia e Pacífico (CAPA, na sigla em inglês).

Valor Online |

O setor aéreo do país já enfrenta problemas com os altos preços do petróleo e, segundo a consultoria, pode ser ainda mais prejudicado caso a economia continue em desaceleração. Pelas contas da CAPA, as ações das três maiores empresas aéreas chinesas já caíram mais de 60% na bolsa de Hong Kong, com investidores preocupados com os efeitos desses problemas nos lucros deste ano.

O número de passageiros transportados pelas companhias chinesas caíram 3,8% no mês passado, em relação ao mês anterior. Mas, no primeiro semestre, houve expansão de 5,4% no tráfego ante igual período do ano passado, com um total de 91,8 milhões de passageiros transportados.

Segundo a Agência de Aviação Civil da China (CAAC, na sigla em inglês), o setor aéreo - que inclui as companhias, aeroportos e empresas relacionadas - chinês teve lucro de US$ 542 milhões nos seis primeiros meses do ano. Isso representa uma queda de 23% ante o mesmo período do ano passado, embora o faturamento da indústria tenha aumentado 15%. A agência não explicou o motivo da queda, nem fez previsões para o fechado do ano.

De acordo com o CAPA, ações recentes de algumas companhias do país, como a suspensão de rotas para as partes leste e sul da China e cortes de até 10% nos salários indicam que a indústria já se prepara para enfrentar problemas mais sérios.

Uma das expectativas das companhias é que, após uma baixa no tráfego aéreo que deve ocorrer no período das Olimpíadas deste ano - que será realizada em Pequim -, haverá uma recuperação no número de passageiros transportados. Segundo o CAPA, porém, a retração também é reflexo da queda nas exportações do país e, após os jogos, a indústria terá de tomar medidas operacionais para recuperar os níveis de tráfego.

Segundo o CAPA, a taxa de expansão das exportações chinesas tem diminuído nos últimos meses. Ela foi de 17,7% em junho (na comparação com igual mês do ano passado), após ter ficado em 28,1% em maio e fechado o primeiro semestre em 21,9%.

(José Sergio Osse | Valor Online)

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