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Desaceleração do IGP-DI não significa recessão, diz economista da FGV

RIO - A retração da economia mundial contribuiu para a forte desaceleração do Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna (IGP-DI) em novembro, afirmou o coordenador de Análises Econômicas do Ibre/FGV, Salomão Quadros. Para ele, contudo, esse cenário não significa um quadro de recessão interna no país.

Valor Online |

Depois de avançar 1,09% em outubro, o IGP-DI subiu apenas 0,07% em novembro, sob influência da deflação nos preços do atacado. O Índice de Preços por Atacado (IPA) caiu 0,17% no mês passado, após ganhar 1,36% no mês anterior. O economista atribui esse comportamento ao reflexo da conjuntura internacional.

" Não tem evidência de que há uma recessão no país e que seja por isso que os preços estão caindo " , disse Quadros. Ele acrescentou que os preços de serviços continuaram a subir, o que não ocorreria em uma situação de recessão.

O IPA apresentou desaceleração generalizada, apesar da alta do dólar em novembro. Segundo Quadros, o dólar médio em novembro subiu 4,3%, depois de avançar 20,74% em outubro. " A generalização da queda do IPA não é uma generalização da desaceleração da economia brasileira. O IPA é um reflexo da economia mundial " , afirmou. Ele admitiu que altas do dólar costumam provocar elevação imediata no IPA, mas ponderou que, em novembro, prevaleceu a tendência mundial de redução de preços de insumos, principalmente de commodites. Essa retração é reflexo direto da turbulência internacional que já tem impacto direto em economias desenvolvidas como EUA, Inglaterra e Japão.

Entre os estágios de produção captados pelo IPA, apenas as matérias-primas brutas subiram, com alta de 0,26%, mas uma desaceleração significativa em relação ao 1,82% de outubro. Os bens finais caíram 0,15% em novembro e os intermediários recuaram 0,47%.

Em relação à origem dos produtos, os agropecuários caíram 0,64% no IPA, enquanto os industriais não variaram. Contribuíram para a estabilidade nos itens industriais os produtos influenciados por preços externos, como os siderúrgicos, que subiram apenas 0,05% em novembro - o menor resultado desde a queda de 0,27% de novembro de 2007.

Outros exemplos de industriais em queda ou desaceleração foram a celulose (alta de 0,03% em novembro contra avanço de 13,49% em outubro) e a nafta petroquímica (queda de 28% após recuo de 0,79%).

Entre os agrícolas, houve queda de 3,09% no arroz beneficiado, recuo de 4,26% no óleo de soja refinado, e baixa de 0,32% nos sucos concentrados de laranja.

(Rafael Rosas | Valor Online )

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