A Assembléia Nacional francesa adotou, nesta terça-feira à noite, o plano de emergência do governo Sarkozy em favor dos bancos, que será enviado amanhã para o Senado e prevê uma garantia do Estado no montante máximo de 360 bilhões de euros.

O "projeto de lei de finanças retificador para o financiamento da economia" foi adotado por 224 votos contra 23.

O texto deve ser, definitivamente adotado pelo Parlamento, na quarta à noite, após a esperada aprovação no Senado.

A União por um Movimento Popular (UMP, no poder) e seus aliados do Novo Centro (NC) votaram a favor, assim como os radicais do PRG. O Partido Socialista (PS, de oposição) e os quatro deputados Verdes se abstiveram, e o Partido Comunista (PCF, também de oposição) votou contra.

Hoje, o presidente Nicolas Sarkozy conversou com o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, que o receberá no sábado, na companhia do presidente da Comissão Européia, José Manuel Durão Barroso, em sua residência presidencial de Camp David (Maryland, leste).

O primeiro-ministro François Fillon garantiu que o governo vai gerenciar "da melhor forma os interesses do contribuinte", destacando que a garantia do Estado será "temporária".

A ministra da Economia, Christine Lagarde, classificou de "histórico" o plano votado na Assembléia, que não terá "qualquer incidência direta sobre o orçamento", segundo seu colega Eric Woerth, responsável por essa pasta.

Lagarde resumiu, assim, o espírito do plano: "apoiar a economia pelo financiamento das instituições de crédito".

Enquanto a UMP e seus aliados do NC pediram à oposição que votasse o texto na segunda-feira, a esquerda (salvo o PRG) se recusou, alegando que as medidas previstas são necessárias, mas insuficientes.

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