Publicidade
Publicidade - Super banner
enhanced by Google
 

Deputados debatem impostos à exportação de grãos na Argentina

Buenos Aires, 4 jul (EFE).- A Câmara dos Deputados da Argentina começou hoje a debater o esquema de impostos à exportação de grãos, que há quase quatro meses é tema de uma complicada disputa entre o Governo e o setor agropecuário.

EFE |

Na sessão, iniciada com atraso, a maioria governista buscará ratificar as alíquotas moveis impostas em março pelo Executivo, que conta com a rejeição das patronais do campo e de setores da oposição.

Partidários do Governo argentino se concentraram nas imediações da sede do Parlamento, que foi rodeada por uma cerca e é vigiada pelas autoridades.

Horas antes do início do debate, as associações rurais advertiram que existem grandes chances de que os protestos sejam retomados nos últimos meses caso os deputados aprovem o projeto impulsionado pelo Executivo.

A iniciativa, que caso for aprovada pela Câmara dos Deputados deverá passar pelo Senado, mantém o esquema tributário que rege desde março para as exportações de soja, milho, trigo e girassol, mas amplia as compensações que o Governo já havia estabelecido para os pequenos e médios produtores.

A maioria dos legisladores da oposição e alguns do Governo se alinharam em apoio a um projeto que reduz a carga impositiva, enquanto outras forças e os dirigentes agrários diretamente propõem a suspensão da aplicação das retenções móveis.

Após várias horas de árduas negociações, foi possível reunir o quorum necessário para abrir a sessão na Câmara dos Deputados, que tem 257 membros e onde é possível que o debate se estenda até as primeiras horas do sábado.

"Com o projeto do Governo não se resolve o problema, já que continua sendo confiscatório e não vai a fundo com a situação dos pequenos e médios produtores", comentou o presidente da Federação Agrária, Eduardo Buzzi.

Depois que em março o Executivo aumentou a pressão fiscal sobre as exportações de grãos, as organizações do campo fizeram quatro greves comerciais e bloqueios de estradas que causaram desabastecimento de alimentos e matérias-primas para a indústria.

Depois de mais de 100 dias de protestos do setor rural e de vários panelaços nas cidades mais povoadas, a presidente do país, Cristina Fernández de Kirchner, levou a medida ao Parlamento. EFE hd/rr

Leia tudo sobre: home

Notícias Relacionadas


Mais destaques

Destaques da home iG