No fim do ano passado, o vendedor de equipamentos de segurança Danilo Santos da Silva Rego, de 27 anos, conseguiu comprar um forno de micro-ondas "zero quilômetro"

selo

No fim do ano passado, o vendedor de equipamentos de segurança Danilo Santos da Silva Rego, de 27 anos, conseguiu comprar um forno de micro-ondas "zero quilômetro". Fez a compra à vista, com o ganho de renda obtido do dissídio salarial. "Fiz uma boa compra", diz ele. Agora, com a metade do valor do décimo terceiro salário - normalmente pago em setembro pela empresa onde trabalha -, Rego pretende adquirir um guarda-roupa. Sua mulher, Rita de Cássia Martins, de 27 anos, já foi à loja escolher o produto e descobriu que, na compra do guarda-roupa, que custa R$ 560, pode ganhar a cama de casal. Rego, que tem ainda duas filhas e um casal de enteados, é o retrato de típica família de classe D, que começa a equipar a casa antes de ter um imóvel próprio. Com renda mensal de R$ 1.200, ele não tem casa própria, carro ou TV de plasma. A máquina de lavar, ele comprou usada e o televisor é de tubo. Mas não desiste de sonhar. "Quero ter uma TV de LCD e um aparelho de som. Não tenho previsão de quando vou comprar. Não é um desejo imediato." Depois do guarda roupa, ele pretende comprar roupas para as crianças. Já o técnico administrativo Edward Moreira Bim, de 29 anos, casado e pai de dois filhos, sonha mais alto. Com renda mensal de R$ 1.600, acaba de receber um aumento salarial e se programa para comprar um carro e um computador. "Quero ter um carro porque acaba sendo uma forma de poupança. O computador posso usar no dia a dia para ver e-mail e verificar as notícias", justifica. Com o ganho de renda que obteve com o aumento, Bim acredita que vai conseguir realizar o sonho da compra do primeiro automóvel e do primeiro computador em breve. "Hoje há muita facilidade para comprar e eu não tenho nenhum crediário." Ele acrescenta que também está mais fácil de mudar de emprego.

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.