SÃO PAULO - A sequência de baixa que durou seis dias e tirou mais de 4% de valor do dólar chegou ao fim nesta quarta-feira com um acentuado ajuste de preço. O dólar comercial subiu 1,31%, maior ganho diário em duas semanas, para fechar a R$ 1,776 na compra R$ 1,778 na venda, preço máximo do dia.

SÃO PAULO - A sequência de baixa que durou seis dias e tirou mais de 4% de valor do dólar chegou ao fim nesta quarta-feira com um acentuado ajuste de preço. O dólar comercial subiu 1,31%, maior ganho diário em duas semanas, para fechar a R$ 1,776 na compra R$ 1,778 na venda, preço máximo do dia. Na roda de " pronto " da Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F), a moeda ganhou 1,40%, para fechar a R$ 1,7791. O volume subiu de US$ 119,75 milhões, para US$ 129 milhões. No interbancário, o volume cedeu de US$ 4 bilhões, para US$ 3 bilhões. Para o analista de câmbio da BGC Liquidez, Mário Paiva, sempre que o dólar começa a se aproximar da linha de R$ 1,75, os agentes adotam postura mais cautelosa temendo alguma atuação do Fundo Soberano do Brasil (FSB). Fora isso, diz o especialista, a alta de hoje também tem caráter de repique técnico. Afinal, o dólar perdeu valor por seis dias seguidos. "É um movimento natural de correção, não temos nada de extraordinário." O ponto ressaltado pelo especialista é que o dólar segue e seguirá operando dentro da banda de R$ 1,750 a R$ 1,850. A piora de humor no mercado externo também contribuiu para o ajuste de hoje. O assunto mais debatido foi a China, onde a imprensa local noticiou que o banco central poderá promover uma alta na taxa de juros ainda no segundo trimestre caso o crescimento econômico dos três primeiros meses do ano ultrapasse 11%. Também se fala na emissão de bônus de três anos como mais um esforço para retirar liquidez do mercado. Esse tipo de operação não é realizada desde junho de 2008. (Eduardo Campos | Valor)
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