SÃO PAULO - A briga foi grande no mercado de câmbio, mas, no final das contas, nem compradores nem vendedores saíram ganhando. Depois de fazer máxima a R$ 1,791 e mínima a R$ 1,772, o dólar comercial fechou praticamente estável (queda de 0,05%), a R$ 1,775 na compra e R$ 1,777 na venda.

SÃO PAULO - A briga foi grande no mercado de câmbio, mas, no final das contas, nem compradores nem vendedores saíram ganhando. Depois de fazer máxima a R$ 1,791 e mínima a R$ 1,772, o dólar comercial fechou praticamente estável (queda de 0,05%), a R$ 1,775 na compra e R$ 1,777 na venda. Na roda de " pronto " da Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F), a moeda cedeu 0,29%, para fechar a R$ 1,774. O volume caiu de US$ 119,75 milhões para US$ 62,25 milhões. No interbancário, o volume ficou ao redor dos US$ 3 bilhões. O dólar testou os preços máximos pela manhã, quando as ordens de compras encontravam respaldo em um cenário externo bastante negativo. Já à tarde, foram os vendedores que falaram mais alto, tirando proveito do ambiente menos avesso ao risco. O gerente de operações da Terra Futuros, Arnaldo Puccinelli, também notou que o dólar próximo a R$ 1,80 chama os exportadores para a ponta de venda, o que ajuda a tirar fôlego da moeda. Outro fator que ajudou a conter o ânimo dos compradores foram as notícias de que o Itaú promovia uma captação externa de US$ 1 bilhão. A história foi confirmada à tarde. A instituição fez uma emissão de US$ 1 bilhão em bônus de 10 anos. Deixando o dia a dia de lado, Puccinelli chama atenção para a movimentação dos investidores estrangeiros no mercado de dólar futuro. Mesmo com a turbulência recente, os estrangeiros seguem ampliando suas posições vendidas, ou seja, aumentam as apostas pró-real. Pelos últimos dados disponíveis, a posição vendida em dólar futuro mais cupom cambial somava US$ 2,6 bilhões. Vale lembrar que esses agentes fecharam março com posição comprada de US$ 1,2 bilhão. A questão aqui é que, se o cenário piorar, esses agentes terão de reverter essas posições pró-real, o que pode acabar amplificando qualquer movimento de alta no preço do dólar. (Eduardo Campos | Valor)
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