SÃO PAULO - Após ter perdido os 71 mil pontos na jornada de ontem, o início do pregão desta terça-feira deve ser positivo para o Ibovespa. Há instantes, o índice futuro avançava 0,41%, aos 70.

SÃO PAULO - Após ter perdido os 71 mil pontos na jornada de ontem, o início do pregão desta terça-feira deve ser positivo para o Ibovespa. Há instantes, o índice futuro avançava 0,41%, aos 70.890 pontos. Ontem, descolado do mercado internacional e pressionado principalmente pelos papéis da Petrobras, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) contou com o segundo dia seguido de queda. Seu principal índice caiu 1,12%, para 70.614 pontos. O volume financeiro negociado foi de R$ 5,869 bilhões. Nos Estados Unidos, as bolsas fecharam em alta pelo terceiro dia e o índice Dow Jones encerrou os negócios acima dos 11 mil pontos pela primeira vez desde 26 de setembro de 2008. Nesta manhã, o humor do mercado externo não está favorável. Na agenda americana, saem os preços de importação e exportação referentes ao mês de março. Também é aguardado o resultado da balança comercial de fevereiro. No front corporativo americano, depois da Alcoa, que deu a largada na temporada de balanços no primeiro trimestre, são aguardados os números da Intel. Por aqui, a Localiza dá início aos resultados trimestrais. No continente europeu, a Grécia conseguiu captar 1,560 bilhão de euros, ou 360 milhões de euros a mais do que o previsto inicialmente, com a colocação no mercado de títulos de seis meses e 12 meses. Esta foi a primeira colocação feita pelo país depois do plano de resgate de até 45 bilhões de euros anunciado por líderes europeus e o Fundo Monetário Internacional (FMI) no fim de semana. Pela manhã, os índices futuros americanos operavam em baixa, enquanto, na Europa, as principais bolsas operavam de lado. Na Ásia, o mercado não registrou uma tendência comum. O Shanghai Composite, de Xangai, subiu 1,02%, aos 3.161 pontos. Em Hong Kong, o Hang Seng caiu 0,16%, aos 22.103 pontos. Já o Kospi, de Seul, encerrou a sessão praticamente estável, somando 1.710 pontos, e, em Tóquio, o índice Nikkei 225 teve queda de 0,81%, para 11.161 pontos. No cenário corporativo brasileiro, o Grupo Pão de Açúcar revelou ontem que suas vendas brutas cresceram 47,1% no primeiro trimestre em relação ao mesmo período de 2009, totalizando R$ 7,785 bilhões. Já as vendas líquidas somaram R$ 6,973 bilhões, um aumento de 50,2% no período. Excluindo-se as operações do Ponto Frio, as vendas brutas e líquidas cresceram 19,9% e 23,2%, respectivamente. No conceito mesmas lojas - que incluem apenas as lojas com no mínimo 12 meses de operação e, portanto, excluem as operações do Ponto Frio -, as vendas brutas aumentaram15,0% em termos nominais e 9,6% em termos reais (deflacionadas pelo IPCA). Já as vendas líquidas mesmas lojas cresceram 18,1% no trimestre em termos nominais. As vendas brutas de Globex, que incluem as operações de comércio eletrônico, apresentaram crescimento de 49,6% em relação ao primeiro trimestre de 2009, para R$ 1,442,5 bilhão. As vendas líquidas totalizaram R$ 1,257 bilhão, um aumento de 53,5%. No conceito mesmas lojas, o crescimento foi de 47,9% em relação mesmo trimestre do ano passado. Matéria publicada na edição de hoje do Valor revelou que a fusão anunciada há quatro meses pelos empresários Abilio Diniz, do Pão de Açúcar, e Michael Klein, da Casas Bahia, que criou o maior grupo varejista do país, está sendo renegociada. Um dos pontos que a Casas Bahia quer rever é o prazo existente no acordo para que os Klein possam vender a sua participação na empresa criada com a fusão dos ativos. Ontem, os papéis PNA do Pão de Açúcar recuaram 2,20%, para 62,10. A Usiminas anunciou a troca no comando da empresa, com a saída do presidente executivo, Marco Antônio Castello Branco, que será substituído por Wilson Brumer, que ocupa atualmente o posto de presidente do Conselho de Administração da produtora de aços planos. Castello Branco ficará no posto até o dia 30 deste mês. A presidência do Conselho, por sua vez, será ocupada por Israel Vainboim, que vinha participando dos Conselhos de Administração de diversas empresas, como Itaú Unibanco, Souza Cruz e Embraer. Brumer, entretanto, garantiu que nada mudará no plano estratégico da siderúrgica, que inclui investimentos de R$ 3,2 bilhões neste ano, além da meta de abrir o capital do negócio de minério de ferro. Os papéis PNA da Usiminas caíram 1,06% na segunda-feira, a R$ 60,55, enquanto as ações ON cederam 1,44%, a R$ 61,11. No mercado de câmbio, o dólar apresenta a quarta sessão consecutiva de baixa. Há pouco, a divisa americana recuava 0,05%, a R$ 1,758 na venda. No mercado futuro, entretanto, o dólar avançava 0,14%, a R$ 1,7635. (Beatriz Cutait | Valor)
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