SÃO PAULO - Passado o pânico da quinta-feira, que levou a cotação da moeda americana a subir mais de 5%, esta jornada começa com ares de calmaria, com os investidores se desfazendo de parte dos dólares comprados ontem. Por volta das 10h15, o dólar comercial registrava desvalorização de 1,08%, a R$ 1,827 na compra e R$ 1,829 na venda. Ainda assim, o ganho na semana é de 5,24%.

SÃO PAULO - Passado o pânico da quinta-feira, que levou a cotação da moeda americana a subir mais de 5%, esta jornada começa com ares de calmaria, com os investidores se desfazendo de parte dos dólares comprados ontem. Por volta das 10h15, o dólar comercial registrava desvalorização de 1,08%, a R$ 1,827 na compra e R$ 1,829 na venda. Ainda assim, o ganho na semana é de 5,24%. No mercado futuro, o dólar com vencimento para junho, negociado na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F), recuava 1,44%, a R$ 1,837. Contribuindo para o cenário mais otimista, o Parlamento alemão, que vinha apresentando grande resistência em liberar recursos para a Grécia, aprovou uma contribuição de 22,4 bilhões para o pacote internacional de resgate ao país. Nos Estados Unidos, o pregão também deve ser de valorização, com os agentes reagindo aos dados sobre o mercado de trabalho. Em abril, a economia americana criou 290 mil vagas, bem acima das 185 mil a 200 mil vagas estimadas. Descontando contratações temporárias para o senso americano, o número cai a 224 mil. A taxa de desemprego avançou de 9,7% para 9,9%. No câmbio externo, o euro também toma fôlego depois do tombo de ontem, quando perdeu a linha de US$ 1,26. De volta ao mercado local, contrariando o que seria razoável esperar, os bancos ampliaram sua posição vendida (aposta pró-real) em dólar futuro. Ontem, em meio a toda a correria que se dava em busca de moeda americana, as instituições financeiras venderam 46.718 contratos (US$ 2,3 bilhões), elevando o estoque de venda para US$ 5,9 bilhões. Já os estrangeiros seguiram ampliando a posição comprada (aposta pró-dólar). Foram 38.298 contratos (US$ 1,9 bilhão) no pregão de ontem. Com isso, a posição comprada total subiu a US$ 3,85 bilhões. (Eduardo Campos | Valor)

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