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Demora do Senado em aprovar pacote econômico é indesculpável, diz Obama

WASHINGTON - O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, afirmou nesta sexta-feira, em Washington, que a demora do Senado em aprovar o plano de estímulo econômico é indesculpável e irresponsável.

Redação com agências internacionais |

 

O presidente fez a afirmação na solenidade de criação de um painel de conselheiros econômicos, comandado por Paul Volcker, ex-presidente do Fed (o Banco Central dos EUA) entre 1979 e 1987, nas administrações de Jimmy Carter (Democrata) e Ronald Reagan (Republicano). "Eu criei esse conselho para as vozes virem de fora de Washington, para ter certeza de que tudo é feito para colocar as pessoas de volta ao trabalho", disse.

AP
Obama assina ordem de criação de conselho

Foram nomeados, também, 15 empresários, sindicalistas e acadêmicos como assessores independentes para ajudar a formular uma resposta à crise econômica.

Obama afirmou que a crise é urgente e o debate não é abstrato. Ele defendeu a pressa na aprovação do pacote em nome dos americanos que perderam seus empregos. "Esses americanos estão contando conosco. Temos que lembrar que estamos aqui para trabalhar por eles", afirmou o presidente norte-americano.

Nesta sexta-feira, o Departamento do Trabalho anunciou que, em janeiro deste ano, foram fechados quase 600 mil postos de trabalho nos Estados Unidos e o desemprego subiu para 7,6%.

"Espero que os membros do Senado compartilhem meu senso de urgência. É indesculpável e irresponsável demorar e fazer politica do jeito habitual enquanto milhões de americanos estão sem trabalho. Eles nos colocaram aqui para trazer mudanças", disse Obama, nesta sexta-feira.

Obama afirmou que não há "balas de prata ou respostas fáceis" para solucionar a crise nos Estados Unidos, mas defendeu o valor do pacote, de cerca de US$ 900 bilhões. "Precisamos refinar as versões do Senado e da Câmara desses pacotes. Mas o pacote é do tamanho certo e tem as prioridades certas para criar empregos", argumentou. O pacote aprovado pela Câmara é de US$ 825 bilhões. Obama quer aumentar o valor no Senado.

O presidente norte-americano disse esperar que os membros do Congresso reajam "ao mês com a maior perda de empregos nos últimos 35 anos". "Espero que eles tenham a mesma conclusão que eu: a situação não poderia ser mais séria", disse Obama. "Estes números exigem ação", afirmou.

AP
Barack Obama e Paul Volcker

Votação do pacote

Na noite de quarta-feira, o Senado decidiu pela flexibilização da controversa cláusula "Buy American" (compre produtos americanos) - considerada protecionista -, atrasando sua "adoção" pela oposição republicana e aumentando a ansiedade do resto do mundo.

Os senadores votaram com as mãos levantadas a mudança do texto e determinou que o plano de retomada deve respeitar as leis e tratados comerciais já existentes, ou seja, as regras da OMC (Organização Mundial do Comércio).

O projeto continha uma cláusula protecionista que interditava a compra de aço, ferro ou produtos manufaturados estrangeiros para projetos financiados pelo plano de retomada defendido por Obama.

A inclusão desta cláusula no plano de retomada desencadeou vivas reações de líderes mundiais. O presidente Obama considerou-a um "erro", vendo nela inclusive uma fonte potencial de guerra comercial.

A nova formulação determina que a cláusula "Buy American" será aplicada de acordo com as obrigações dos EUA em virtude dos acordos internacionais.

No caso do Brasil, no entanto, que não tem acordo comercial com os americanos, as exportações de produtos siderúrgicos continuariam prejudicadas. Essas exportações somaram um bilhão de dólares em 2008.

(Com informações da AFP e EFE)

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