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Democratas veiculam propaganda mais cara da história política dos EUA

SÃO PAULO - Barack Obama iria ocupar na noite de ontem o horário nobre da TV americana com uma propaganda de 30 minutos veiculada em cinco dos maiores canais americanos. As estimativas sobre o custo variam de US$ 3 milhões a US$ 6 milhões, o que faz do comercial o mais caro da história da propaganda política americana.

Valor Online |

Além disso, iria atrasar a transmissão de um jogo das finais do campeonato de beisebol.

O foco da peça publicitária deveria ser o plano democrata para enfrentar a crise econômica no país. O dia escolhido para a veiculação também foi cheio de significado político e econômico. Justamente ontem, a chamada " terça-feira negra " , que marcou o início da Grande Depressão de 1929, completava 79 anos.

A menos de uma semana das eleições da próxima terça-feira, o comercial seria exibido às 20h (22h de Brasília) na NBC, na CBS, na Fox, na Univision e no MSNBC, além de dois canais de TV a cabo.

O anúncio da veiculação da propaganda despertou novas críticas à arrecadação da campanha de Obama - acusada de não controlar a origem e os limites das doações depois de desistir do financiamento público.

Também criou polêmica entre espectadores porque ameaçava atrasar em 15 minutos a transmissão do quinto jogo da final do campeonato de beisebol - como a final é de uma melhor de sete partidas e a série está empatada em dois a dois, pelo menos o jogo não seria o decisivo.

Mas a intromissão na partida pode ter sido proposital, já que deve atrair a atenção do eleitorado de dois Estados cruciais para as eleições: Pensilvânia e Flórida, de onde são as equipes que se enfrentam no jogo.

O candidato democrata, que estaria na Flórida, também poderia fazer participação ao vivo no horário comprado na televisão.

Segundo o " New York Times " , por trás dos anúncios está Davis Guggenheim, filho do documentarista de Robert Kennedy - irmão de John Kennedy e pré-candidato a presidente assassinado em 1968.

O uso do chamado " infomercial " na campanha política americana foi muito comum nas décadas de 1950 e 1960, mas esta foi a primeira vez em 16 anos que a estratégia voltou a ser utilizada nacionalmente. A última campanha a comprar espaço de televisão em horário nobre em todo o país foi a do bilionário Ross Perot, que foi candidato independente em 1992.

O republicano John McCain tinha prevista uma participação no " Larry King Live " , da CNN.

(Valor Econômico, com agências internacionais)

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