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Democratas terão os votos necessários para liberar US$ 350 bi, afirma Reid

O líder da maioria democrata no Senado, Harry Reid, afirmou nesta terça-feira que contará com os votos necessários para desbloquear nesta semana a segunda metade do plano de recapitalização dos bancos, de 350 bilhões de dólares, como havia pedido o presidente eleito Barack Obama.

AFP |

"Penso que teremos os votos necessários. Estou confiante", declarou Reid à imprensa após um almoço com Obama e os senadores da bancada democrata.

A visita de hoje foi a última de Obama ao Capitólio até sua posse, em 20 de janeiro. O futuro presidente dos Estados Unidos não falou com a imprensa depois da reunião.

Reid destacou que a votação deve acontecer "em algum momento na quinta-feira".

Segunda-feira, o atual presidente, George W. Bush, pediu formalmente ao Congresso, em nome de seu sucessor, a liberação da segunda metade da verba de um total 700 bilhões de dólares.

A equipe de Obama pretende utilizar a segunda parcela de 350 bilhões de dólares para conter a crise do crédito e estimular o investimento e o consumo. Além disso, medidas devem ser tomadas para limitar as quebras no setor imobiliário.

Contudo, alguns senadores democratas, como Ben Nelson, se mostraram relutantes e criticaram a falta de informações. "Precisamos de mais detalhes, para que possamos realmente tomar as decisões sobre a forma como o dinheiro será utilizado", declarou Nelson à imprensa nesta terça-feira.

O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, havia pedido formalmente ao Congresso, na segunda-feira, a liberação da segunda parte do pacote de 700 bilhões de dólares, após uma solicitação neste sentido do presidente eleito, Barack Obama.

O documento salientava que o pedido de liberação da segunda parte do fundo de socorro financeiro havia sido feito para atender um "requerimento do presidente eleito", que tomará posse em 20 de janeiro.

O plano, proposto pelo atual secretário do Tesouro, Henry Paulson, foi aprovado em outubro passado para socorrer o sistema financeiro, com o objetivo de reativar o crédito e estimular o investimento e o consumo nos Estados Unidos.

O governo Bush já liberou cerca da metade da verba e tanto o Congresso como Obama criticam a forma como o Tesouro utilizou o dinheiro.

O grupo de parlamentares encarregado de supervisionar o plano acusa o Tesouro de faltas graves no controle dos bancos que receberam ajuda. Também critica o fato de o dinheiro não ter chegado ao setor imobiliário.

emp/yw/sd

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